<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416</id><updated>2011-07-29T05:51:06.595-03:00</updated><title type='text'>A Felicidade Clandestina</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-3634864455286967642</id><published>2009-09-10T20:07:00.003-03:00</published><updated>2009-09-20T10:18:15.696-03:00</updated><title type='text'>para satélites e corações gelados, ou carta ao bem-querer</title><content type='html'>A verdade é que eu te amei muito. Nunca disse, como você também não, mas acho que sempre soubemos um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que pessoas confusas não saibam amar. Pena que a gente se envergonhe de sentir, acho que não devia comentar aqui, mas na verdade eu tenho muita vergonha do que é bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fico divagando, e penso que um dia a gente vai se encontrar de novo, e então, tudo vai ser mais claro, não vai mais haver medo nem coisas falsas. Nunca assumi, mas há uma porção de coisas minhas que você não sabe, coisas que precisaria saber para compreender todas as vezes que eu não consegui ser essencialmente sincera, todas aquelas situações em que você me pressionou e eu só consegui voltar a fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas ocasiões, eu sei bem, são coisas difíceis de serem contadas, e talvez mais difíceis ainda de serem compreendidas. Mas, se um dia a gente se encontrar de novo, dessa vez sem a fumaça da confusão, eu juro, eu direi todas elas, todas as verdades escondidas, caso contrário, não será preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, existe em mim, um tantinho de você: e eu só queria que soubesse do muito amor e ternura que eu tinha, ou talvez tenha, por tudo que representa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevi, talvez, porque as vezes é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-3634864455286967642?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/3634864455286967642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=3634864455286967642&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3634864455286967642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3634864455286967642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/09/seu-sorriso-derretia-satelites-e.html' title='para satélites e corações gelados, ou carta ao bem-querer'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6235933901818481171</id><published>2009-09-07T18:39:00.001-03:00</published><updated>2009-09-07T18:39:35.434-03:00</updated><title type='text'>Do principio ao fim</title><content type='html'>Ele era o meu príncipe, assim, desses encantados. Desses que as crianças ouvem nas histórias antes de dormir. Sim, ele era meu príncipe. Principio de tudo que eu era, principalmente, o que tinha. Era ele um príncipe do tipo doce, gentil e atencioso. Era o príncipe que eu nunca sonhei que teria, talvez nem soubesse que existia, até o conto de fadas acabar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a gente não vê nada direito quando está no meio da situação. Meu príncipe, no principio, era chato para mim. Vivia me podando, me cuidando, e eu, com meus olhos sempre furtivos, minha dificuldade em esclarecer as coisas e confundir os sentimentos, não dava a ele o título que merecia, status de príncipe, talvez fosse coisa de gente principiante nesse jogo, e eu era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu, que de princesa nunca tive sequer um suspiro, foi desencantando meu príncipe. Fui deixando que ele virasse algo inexplicavelmente feio, num contrário paradoxal à história em que a princesa beija o sapo, meu príncipe regrediu. E foi principar em outro castelo. Achou lá, uma nova princesa, com novos princípios, com vestido longo e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei sem príncipe, mas com histórias lindas para contar. Histórias que um dia, quem sabe, embalarão o sono de novas crianças, que sonharão, felizes, com o dia em que encontrarão o príncipe que eu tive. Mas deixei escapar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6235933901818481171?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6235933901818481171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6235933901818481171&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6235933901818481171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6235933901818481171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/09/do-principio-ao-fim.html' title='Do principio ao fim'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6088976889523687231</id><published>2009-08-15T02:25:00.000-03:00</published><updated>2009-08-15T02:31:24.428-03:00</updated><title type='text'>Não temos tempo: somos maduros</title><content type='html'>Para tranquilizá-lo, sentei ao seu lado. Tremíamos. Pensei em colocar a cabeça dele no meu colo, tomar suas mãos, falar alguma frase de efeito, fazer carinhos. Mas só consegui ficar muito próxima. De alguma forma, eu queria dizer que tudo aquilo importava pouco. Se soubéssemos controlar a nós mesmos, o nosso terror, e poupar o gasto exagerado de tudo que tínhamos armazenado, nada aconteceria. Amanhã, depois, dentro de uma semana, um mês, nada aconteceria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A verdade é que eu nem sei se queria conhecer alguém agora, mas isso não importava nesse momento. Ele só precisava de alguns abraços queridos, uma companhia suave, bate-papos que o fizessem sorrir, algum nível de embriaguez e a sincronia: eu e você não acontecemos por uma relação causal, mas por uma relação de significado. Que ainda estamos trabalhando, que precisamos primeiro entender o que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6088976889523687231?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6088976889523687231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6088976889523687231&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6088976889523687231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6088976889523687231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/08/nao-temos-tempo-somos-maduros.html' title='Não temos tempo: somos maduros'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-5089980445913587847</id><published>2009-08-07T16:34:00.002-03:00</published><updated>2009-08-07T16:42:33.693-03:00</updated><title type='text'>Das terras de Benvirá</title><content type='html'>Durante toda a noite, lá estava ele, com a barba, as roupas e o estilo que lhe eram tão particulares, insistindo em ser apenas doce. Lá permaneceram por horas trocando assuntos infinitos até que, já confusos pelo álcool e acalorados pelo blues, o moço desistiu do diálogo, e preparava-se para ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, ela engoliu uma grande dose do conhaque que já descia anestesiado e perguntou corajosa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       - Você sabe o que Antonio Conselheiro fez para convencer os jagunços a participarem da Guerra de Canudos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Modesto, o moço baixou os olhos, e deixou um sorriso no canto da boca brotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       - Foi essa, exatamente essa expressão que ele usou e por isso chegou tão longe, por isso conseguiu tanta coisa e colocou tanta coisa a perder – esclareceu ainda tonta do gole anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Sem titubear, levantou-se imponente, e foi embora antes dele: no sex, baby. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só muito mais tarde, como um estranho flash-back, no meio duma noite de insônias incompreensíveis, procurando sem achar uma peça de Ariano Suassuna pela casa repleta de livros chatos, lembraria, passo a passo, o dia em que tinha sido permitido tê-lo inteiramente, entre um blues amargo e um poema de vanguarda. Ou um doce blues iluminado e um soneto antigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, poderia tê-lo amado muito. E amar muito, quando é permitido, deveria modificar uma vida. Como uma ideologia, como uma geografia: palmilhar cada vez mais fundo todos os milímetros de outro corpo, e no território conquistado hastear uma bandeira. Como quando, olhando para baixo, a rainha se sentiria absolutamente indestrutível, simplesmente por ter aquele lugar sempre pra si. Mesmo sabendo que depois, mais cedo ou mais tarde, viriam os Bárbaros, os Incas, os portuguêses, os Sem-Teto ou qualquer outro povo que tomaria posse daquela terra que era só dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai, acabaria todo o patriotismo, todo amor por aquele espaço que era todinho dela, desilusão ainda mais cruel, quando se descobriria: Não há posses eternas, nenhuma terra foi sempre de uma única mão. Nenhum canto foi somente de um único dono. Nem senhores feudais, nem imperadores, presidentes ou reis, as terras, assim como as pessoas, trocam de mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar nisso, deixava mais cômodo a idéia de nunca tê-lo amado, nem por uma noite sequer, deixando-o apenas na memória, somente no blues, já que assim, sempre poderia ir até a cozinha e, distraída, já que não estaria frustrada com o que perdera, não choraria sequer uma lágrima pela noite – e que bonita foi aquela noite - em que se encontraram e se perderam para sempre. Para ficar somente na lembrança da música aconchegante, daquele moço barbudo chamado João Pimenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-5089980445913587847?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/5089980445913587847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=5089980445913587847&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/5089980445913587847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/5089980445913587847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/08/das-terras-de-benvira.html' title='Das terras de Benvirá'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-1607572286377484601</id><published>2009-07-08T13:14:00.002-03:00</published><updated>2009-07-08T13:23:11.360-03:00</updated><title type='text'>A borboleta e a madrugada</title><content type='html'>Vagou inquieta pelo quarto. Era feriado. Se fumasse, acenderia um cigarro para ficar com ar de pessoa distraída. Mas assim tão sem vícios e portanto sem ter sobre o que derramar a distração que desejava, se sentia vazia. Já havia perdido o sono, e acabou suspirando, como se dormir fosse a sua última reserva de segurança. "Isso não é hora pra ler", lembrou. Também estava com preguiça de trabalhar e tinha vontade de falar um palavrão, um atrás do outro, dos mais cabeludos, dos mais sujos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inerte nesses pensamentos, sem sentir, ela conseguira a distração que procurava. O que durou pouco já que consciente de que chegara, a distração se esgotava. Fazia-se necessário ir adiante. Mas o que vinha depois de uma distração? Nunca tivera instrumentos para forçar a atenção num determinado ponto. Era tão pobre. Foi quando ouviu no rádio uma música que parecia conhecida. Dizia qualquer coisa como "a realidade não importa, o que importa é a ilusão", fato que ela concordava plenamente. Pelo menos nos últimos meses, não lhe acontecera nada além de fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aquilo incomodava, todas as vertentes da vida diluídas, todos as expectativas incertas, "mas vai passar, vai passar", e ela reafirmava. Para tentar parecer mais forte, escreveu no espelho do quarto:¨Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?¨. E, de repente, estava distraída no monólogo mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis,becos-sem-saída. Nada é muito terrível. É só ir vivendo, não é?”, perguntava a si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio já marcava cinco e meia da manhã. Estava morta de cansaço e amor sem esperanças por aquele homem que não a via nem veria jamais como realmente era, nem a tocaria nunca. Admirava-a para não precisar tocá-la. Conferia-lhe uma superioridade que ela não possuía para não ter que beijá-la, dissimulado sentir um certo receio que a colocava num pedestal em que ela jamais esteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha demonstrado demasiada ansiedade, pensou. Como se fosse uma fruta madura, à espera de ser colhida. É assim que via a situação quando ficava distraída. Percebia a vida como uma coisa parada, à espera de ser colhida por alguém que era exatamente ele. Não aconteceria com outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, mudou de teoria, ela não era a fruta, ele que era o bicho, um bichinho desses ariscos. Coelho, borboleta. Um rato. E sabe como é, é preciso ter cuidado com o arisco, senão ele foge. É preciso aprender a se movimentar dentro do silêncio e do tempo. Cada movimento em direção a ele é tão absolutamente lento que o tempo fica meio abolido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não há tempo. Um bicho arisco vive dentro de uma espécie de eternidade. Duma ilusão de eternidade. Onde ele pode ficar parado para sempre, mastigando o eterno. Para não assustá-lo, para tê-lo dentro dos seus dedos quando eles finalmente se fecharem, ela  também precisaria estar dentro dessa ilusão do eterno, mas não estava, talvez estivesse distraída o bastante, e há tanto tempo,que não conseguia enxergar as coisas como elas realmente eram. PERDIDAS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-1607572286377484601?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/1607572286377484601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=1607572286377484601&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1607572286377484601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1607572286377484601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/07/borboleta-e-madrugada.html' title='A borboleta e a madrugada'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-3859851714033695799</id><published>2009-06-02T23:38:00.000-03:00</published><updated>2009-06-02T23:41:28.799-03:00</updated><title type='text'>Eu queria quer-te amar, amor</title><content type='html'>Algumas pessoas são como bebês. E não por ser infantil, por ser chorão ou acordar aos berros durante a madrugada. São pessoas que amam apenas aquilo que representa alguma proteção, como as crianças recém nascidas. Se pensarmos no amor dedicado pelos bebês às respectivas progenitoras, concluiremos que as mães dos pequeninos, não são amadas pelas lindas qualidades que possuem, mas sim, por estarem lá. E isso torna o amor entre bebês e a mamães o centro desta dissertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de experimentar o amor e perceber o que ELE pode trazer de benefícios, seja o peito materno ou um colo confortável, e não por quem o oferece tais regalias, muitas pessoas crescem trazendo consigo essa nova concepção de sentimento: amar o amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os motivos que se tem para amar, que não são poucos e nem simples, esse é o mais ubíquo. Todos passamos por uma experiência de bebê em que somos passivos, ainda incapazes de amar, mas necessitando dos cuidados de uma mãe amorosa. É o amor da mãe que amamos em primeiro lugar. Estou falando de uma experiência primitiva que marca a irracionalidade do ser humano. O bebê não ama; ele tem necessidades que serão atendidas se for amado pela mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, ou solução, é que algumas vezes o período de encantamento pela sensação passa dos pequenos anos infantis, e a ilusão do amor intransitivo não se desfaz.  Quando um amor acaba, a criança em formas de adulto logo corre atrás de uma nova ilusão, uma nova sensação, que remeta os mesmos sentimentos, mas em um outro parceiro. E falta daquela relação protetora e acolhedora faz com que a pessoa procure outra paixão intransitiva a todo custo. A necessidade de recuperar o paraíso perdido é tão intensa que qualquer pessoa que minimamente estimule as fantasias de amor amado se torna imediatamente objeto de paixão. Não é possível nem dar um tempo para melhor conhecer o outro, saber se as personalidades são compatíveis. Basta que o sentimento volte: o amor ao amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem por aí que existem alguns antídotos contra esse irrefreável desejo de encontrar outro amor abstrato toda vez que o parceiro começa a aparecer por trás de seu amor. Um deles é o direcionamento da paixão para realizações pessoais e culturais. Outro antídoto é tentar romper as barreiras do amor abstrato, do amor ao amor, e amar a pessoa que nos dedica tal sentimento. Mas, é como dizem, na teoria, a prática é mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se é verdade que de tudo fica um pouco, deixo um pouco de Caetano Veloso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Eu queria querer-te amar o amor&lt;br /&gt;Construir-nos dulcíssima prisão&lt;br /&gt;Encontrar a mais justa adequação&lt;br /&gt;Tudo métrica e rima e nunca dor&lt;br /&gt;Mas a vida é real e de viés&lt;br /&gt;E vê só que cilada o amor me armou&lt;br /&gt;Eu te quero (e não queres) como sou&lt;br /&gt;Não te quero (e não queres) como és”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-3859851714033695799?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/3859851714033695799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=3859851714033695799&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3859851714033695799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3859851714033695799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/06/eu-queria-quer-te-amar-amor.html' title='Eu queria quer-te amar, amor'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-8798564331799480930</id><published>2009-05-04T00:52:00.001-03:00</published><updated>2009-05-04T00:56:12.665-03:00</updated><title type='text'>Notas de um porre lúcido.</title><content type='html'>Ele a  cumprimenta com delicadeza, barba por fazer, voz absolutamente contida, tom convidativo para que o mundo todo entrasse numa crônica calmaria. Aquela voz que provinha de um auto-controle tão simples, que ela se sentia protegida simplesmente por ouvir a voz dele.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também a influencia daquele tom de bondade que a voz dele assumia, sempre que sorria com um dos medos infantis que ela disparava. E era para aquele lugar, para aquele sorriso protetor que ela corria em pânico, pois sabia que os dentes, a língua e os braços a receberiam solícitos para provar, mais uma vez, que ele sempre seria o porto seguro, e ela a torcida ensandecida em final de campeonato paulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não importava o falso moralismo, ela suportaria durante a eternidade aquela suposta humilhação só para poder ver aquele par de olhos negros sorrir junto com os lábios de excitação e controle. Mas ela sabia que aquele era só o começo, tinha ciência absoluta que, logo a diante, ela o enfraqueceria, e no fim da noite ele estaria caído feito um João Ninguém, entorpecido de prazer e êxtase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela, que apenas nesses momentos deteria o controle da situação e o protegeria também, levantaria da cama suada, vestiria-se tonta, como o mar em ressaca, à beira do riso e das lágrimas, perto do céu e do crime, com uma multidão de fantasmas comentando as fraquezas carnais, retocaria a maquiagem umedecida, calçaria o salto alto, pentearia calmamente os cabelos, e sairia pela sala escura pensando “Dorme, meu menino vadio”. Depois, como de costume, voltaria sozinha para onde o mundo giraria louco feito um carnaval em Pernambuco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordasse, ele voltaria à realidade hipócrita, tudo mudaria para um terrível cenário desenhado a giz; Ele sabia que era um grande ponto de interrogação, e sabia que ela não ficaria ali para beber outro copo de veneno e dúvidas matinais. E enquanto ele fosse a interrogação da sentença, ela seria sempre reticência do livro por terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho na cama, ele se sentia um pouco mais vazio, mas sabia que, quando ela voltasse, noite ou outra, usaria novamente mil truques para lhe fazer cair do abismo, o encheria de terror e angústia a medida que fosse crescendo dentro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o cheiro do perfume doce se afastava ao ritmo dos passos firmes de um salto alto, ele pensou .“Por que eu quero que as pessoas me abandonem?” suspirou sem resposta, quando ouviu o motor do carro ligar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-8798564331799480930?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/8798564331799480930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=8798564331799480930&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8798564331799480930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8798564331799480930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/05/notas-de-um-porre-lucido.html' title='Notas de um porre lúcido.'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-958721956203691114</id><published>2009-04-03T17:29:00.002-03:00</published><updated>2009-04-03T17:37:37.023-03:00</updated><title type='text'>Da cólera ao silêncio</title><content type='html'>Irritada, bateu a porta como se o barulho diminuísse o silêncio. Não diminuiu. Quebrou o copo, como se os vestígios de vidro pelo quarto diminuíssem o vazio. Não diminuiu. Ligou o som, tocava algo como “o quereres” de veloso ou “sem fantasia” de buarque, enquanto fechava os olhos e serrava os punhos, esperava, ansiosamente que o ódio diminuísse. Não diminuía. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordia os lábios sempre que pensava a forma como apenas um idiota teria a capacidade de transformar tudo num jogo de vaidades e orgulhos feridos. A cólera, que agora lhe apertava o peito e enevoava as vistas, provinha de uma fúria tão absolutamente surreal, que ela sentia – como se fosse algo palpável- que sua razão e emoção se dissociavam, e tornavam-se, sobretudo, uma massa amorfa que tinha como alvo a destruição do outro, ou ainda, a autodestruição. Como resultado do embate,  descobrira que restavam apenas, nas almas desgastadas, um barulhento silêncio e um abarrotado vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu exausta na cama, ficar irritada e morrer de ódio era trabalhoso e dolorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para rádio, que agora cantarolava algo como “I can't see your face in my mind”, do doors... De olhos fechados, pensou antes de adormercer  “Por favor, troque a dose de cólera, por um copo de silêncio.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-958721956203691114?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/958721956203691114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=958721956203691114&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/958721956203691114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/958721956203691114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/04/da-colera-ao-silencio.html' title='Da cólera ao silêncio'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-2193371307672225965</id><published>2009-03-13T15:34:00.003-03:00</published><updated>2009-03-14T16:44:03.092-03:00</updated><title type='text'>Sobre um navegante em comum</title><content type='html'>São em dias como esses que teus olhos se afastam para algum lugar em que eu, mesmo te conhecendo, sei que não te penetro. Mesmo reconhecendo cada milímetro da tua pele, cada um desses tocos de pêlos duros e secretos escondidos sob teu lábio inferior. Alheio te espio, tentando chegar mais perto disso que me escondes sutil, obstinado, através de histórias sobre mulheres, cigarros, boates e noitadas. Coisas que te escondem ainda mais, como se, contando a mim, negasses quase deliberado a possibilidade de te descobrir atrás e além de tudo que me dizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, prometo a mim mesmo nunca mais ouvir, nunca mais ter a ti tão mentirosamente próximo, e escapo brusco para que percebas que mal suporto a tua presença, digo coisas ácidas e de alguma forma quero te fazer compreender que não é assim, que tenho um medo cada vez maior do que vou sentindo, mas volto sempre para compactuar com teus medos que não decifro e aceitá-los como um cão faminto aceita um osso descarnado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando me tomas e arrancas de mim uma tentativa desesperada de encontrar um sentido, um código, uma senha qualquer que me permita esperar por um atalho onde não desvies tão súbito os olhos, onde teu dedo não roce tão passageiro meu braço, onde o chão não fique todos os dias cheios de pontas de cigarro, onde não fiquemos sangrando e gemendo, entorpecidos de mentiras gentis, bêbados como moscas sobre açúcar, melados de nossa própria cínica doçura acovardada, contaminado por nossa falsa pureza, encharcados de palavras, política e literatura, para depois nos jogarmos completamente nus, sem nenhuma história, sem nenhuma palavra, sem nenhuma política, sem nenhum de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, novamente, você volta, e me invade e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteira nas coisas que me contas, e assim calada, e assim submissa, te mastigo dentro de mim. E nada posso esperar, porque me queres assim, porque é assim que nos usamos honestamente, para depois nos afastarmos cautelosos ao amanhecer, e na solidão de cada um, sei que tecemos lentos nossa próxima mentira, tão bem urdida que no dia seguinte será como verdade pura e sorriremos amenos, desviando os olhos, corriqueiros, à medida que o dia avança estruturando milímetro a milímetro uma harmonia que só desabará levemente em cada roçar temeroso de olhos ou de peles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-2193371307672225965?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/2193371307672225965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=2193371307672225965&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2193371307672225965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2193371307672225965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/03/sobre-um-navegante-em-comum.html' title='Sobre um navegante em comum'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-8397299300666010576</id><published>2009-02-23T17:03:00.000-03:00</published><updated>2009-02-23T17:04:27.869-03:00</updated><title type='text'>Dos muitos socos que não dei</title><content type='html'>Havia uma menina irritante na minha sala de aula do pré-primário. Ela era mais alta do que todas as outras meninas, mais desajeitada e , se não me falha a memória infantil, meio vesga também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, cujo nome eu cordialmente esqueci, criou o péssimo habito de atormentar todos os outros alunos da classe. Era encrenqueira, falsa, gritava e mentia com uma qualidade quase adulta. Tinha o hábito de sempre fazer alguém voltar chorando para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão espiritual, genética ou altamente misteriosa, eu nunca revidei as ofensas da pequena víbora. Nunca chorei também, fato que me transformou num alvo tentador para a miniatura de vilã, e a garota não pegava leve, colocava bichos na minha lancheira, criava casos, mentiras e alegava que eu havia batido nela. E eu? Bem, por alguma razão espiritual, genética ou altamente misteriosa, eu não me importava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois, já devidamente alfabetizada e sem o contato diário com a mini-mocréia, o destino teimou em nos juntar novamente. Ela, que também já estava alfabetizada e, consequentemente mais maléfica, voltou a integrar minha turma na terceira série do ensino fundamental. Mas se o desejo em ver sangue da filha-da-puta mirim cresceu, o meu auto controle não deixou por menos, e eu era uma jovem senhora aos nove anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E exatamente por isso, a mini malfeitora desistiu de mim, e resolveu pegar no pé um menino que usava botas ortopédicas, óculos de grau e bombinha para asma. Todos os dias ela destilava suas ofensas, provocações e humilhações à pequena vítima.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, pouco antes de retornar a segurança de meu lar, eu surpreendi a nossa vilã em mininatura arrastando os óculos do garoto no asfalto da rua. Com as mãos, ela percorria boa parte do chão a da escola, enquanto olhava para ele com um prazer indescritível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão espiritual, genética ou altamente misteriosa meu primeiro ímpeto foi pegar a garota pelos cabelos, e percorrer com o rosto dela o mesmo caminho que os óculos haviam passado, segundos antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui uma heroína por um minuto e meio, o tempo da diretora do colégio aparecer, chamar meus pais, me suspender por uma semana das aulas, me encaminhar a um psicólogo e me obrigar a freqüentar estúpidas aulas de poesia infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oitava sessão com a psicóloga, ou oitavo encontro com o grupo estúpido de poesia, eu conclui que, se eu tivesse dado um grande e gostoso soco no meio do estomago da pequena escrota quando estávamos no préprimario, provavelmente ela aprenderia a lição, não incomodaria mais ninguém, e eu não precisaria esfolar o rosto da garota no asfalto e, consequentemente, não seria obrigada a freqüentar um psicólogo anos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que por alguma razão espiritual, genética ou altamente misteriosa eu continuo segurando o primeiro soco, sem pensar que isso pode resultar em ações muito mais horríveis quatro anos mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-8397299300666010576?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/8397299300666010576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=8397299300666010576&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8397299300666010576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8397299300666010576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/02/dos-muitos-socos-que-nao-dei.html' title='Dos muitos socos que não dei'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-886824445070464057</id><published>2009-01-27T14:12:00.000-02:00</published><updated>2009-01-27T14:55:35.863-02:00</updated><title type='text'>Notas de um amor urbano</title><content type='html'>Ele era um desses rapazes que, aos sábados, com a barba por fazer, sobem ou descem a rua Augusta. Aos sábados quase sempre no início da noite, os óculos, meio tortos e o rosto um tanto amassado por baixo da barba crescida o faz, transparecer a noite mal ou bem dormidas. É provável que tenha enchido a cara na noite anterior, acabado de chorar ou qualquer coisa assim. Costumam usar jeans desbotados, tênis gastos, camisetas e, quando mais frio, algum agasalho de time de futebol. Quase sempre levam as mãos nos bolsos, o que torna impossível para os outros, notarem seus dedos amarelados pelo excesso de fumo. Eles olham para baixo, não como se tivessem medo de tropeçar nos solavancos freqüentes das calçadas da Augusta, mas como se não houvesse expectativas. Seguem atônicos, como se tanto fizesse dobrar à esquerda ou à direita, seguir em frente ou voltar atrás. Por serem como são, seguem sempre em frente, subindo ou descendo a rua Augusta. E por serem tão iguais, quem prestar atenção em algum deles, jamais saberá se são muitos ou apenas um. Um único rapaz: este, com a barba por fazer e mãos enfiadas no fundo dos bolsos, que agora, logo depois de cruzar o Miranda, começa a descer a rua Augusta em direção centro, no sábado à noite.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Ela era uma dessas moças que, aos sábados, com uma bolsa pendurada no ombro, sobem ou descem a rua Augusta. Aos sábados quase sempre à noite, com o rosto um tanto amassado e com olheiras que nem pensou em disfarçar com maquiagem, acabam por revelar mais do que imagina. E quem olhar com atenção perceberá que dormiu mal ou bem demais, que bebeu na noite anterior, acabou de chorar ou qualquer coisa assim, sem muita importância. Costumam, elas também, usar jeans desbotados, sapatos de salto baixo e alguma blusa de seda crepe. Essas moças que, não se sabe se pela maneira altiva como fingem não ouvir as gracinhas que alguns dizem, ou se pelo jeito firme de segurar a alça da bolsa com seus dedos de unhas sem pintura, ficam a espera de um súbito encontrão de alguém que arrebatasse a bolsa para depois rasgá-la num terreno baldio e, decepcionado, com o dinheiro escasso, uma agenda de poucos compromissos, bilhetes de metrô e algum livro de poesia, fugisse atrás de mais sorte. Essas moças não olham para baixo nem para cima: com passo decidido, olham direto para a frente, como se visualizassem além do horizonte um ponto escondido para esses outros que passam quase sempre sem vê-las. Talvez sejam tantas e, se realmente o são, tão parecidas que, se alguém do alto de uma janela no Conjunto Nacional olhasse para baixo e as visse agora, poderia pensar ver só uma. Uma única moça: esta, com a bolsa velha pendurada no ombro, que depois de cruzar o Miranda começa a descer a rua Augusta em direção aos centro no sábado à noite.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Mas já que o mundo, apesar de redondo, tem muitas esquinas, encontram-se esses dois, esses vários, em frente ao mesmo cinema e olham o mesmo cartaz. Love kills, love kills, ele repete baixinho, sem perceber a moça a seu lado. And this is my way, ela canta em pensamento, na versão de Frank Sinatra, não de Sid Vicious, sem perceber o rapaz ao seu lado. E talvez porque rapazes e moças como ele e ela aos sábados à noite raramente se enfiam pelos cinemas, já que preferem o álcool em excesso, os dois se encaminham para as entradas em arco do espaço Unibanco. Olharam calmamente o cartaz de Fellini e, depois, trocaram olhares:Ele sorriu para ela, sem ter o que dizer. Ela também sorriu para ele e completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A augusta parece Las Vegas, não?&lt;br /&gt;- O quê? - ele perguntou sem entender.&lt;br /&gt;Ela apontou para trás:&lt;br /&gt;- O ambiente, las Vegas brasileira..&lt;br /&gt;Surpreso, e meio bobo, ele perguntou:&lt;br /&gt;- E você já esteve lá?&lt;br /&gt;- Nunca - ela sorriu outra vez. - Mas não é preciso. Deve ser bem assim, você não acha?&lt;br /&gt;- O quê? - ele, que era meio lento, tornou a perguntar.&lt;br /&gt;- O ambiente - ela suspirou.&lt;br /&gt;- Parece Las Vegas.&lt;br /&gt;Ele sorriu também outra vez.&lt;br /&gt;E concordou:- Sim, é verdade. Parece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento talvez ele tenha pensado em oferecer um cigarro a ela, em perguntar se já tinha visto aquele filme ou alguma outra dessas coisas meio bestas, meio inocentes ou terrivelmente urgentes que se costuma dizer quando um desses rapazes e uma dessas moças encontram-se com razões sexuais ou não. Mas como ele era mesmo sempre um tanto lento, não perguntou coisa alguma, não fez convite nenhum. Nem ela. Que lenta não era, mas apenas distraída. Ela então sorriu pela terceira vez, e já de costas abanou de leve a mão abrindo os dedos, e continuou a descer a rua Augusta. Ele também sorriu pela terceira vez meio sem jeito como era seu jeito, enfiou as mãos ainda mais fundo nos bolsos, coçou a barba por fazer e resolveu descer a rua Augusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns cem metros além, por associação de idéias nem tão estranha assim, talvez um deles tenha olhado para trás procurando quem sabe algum vestígio, um resto qualquer um do outro pela rua Augusta escura de um sábado a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ambos já tinham sumido por esquinas de ladeiras súbitas e calçadas maltratadas. Ao redor deles, luzes amareladas e vermelhas, prostitutas que dançam e bêbados que cantam. Não seria surpresa se no próximo segundo surgisse uma briga ou alguém cheirando pó, “Sim, Las Vegas brasileira”, Talvez tenham pensado, embora, de certa forma, eles nunca tivessem estado lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-886824445070464057?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/886824445070464057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=886824445070464057&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/886824445070464057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/886824445070464057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2009/01/notas-de-um-amor-urbano_27.html' title='Notas de um amor urbano'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6949560879019208253</id><published>2008-11-09T21:49:00.001-02:00</published><updated>2008-11-09T21:53:55.793-02:00</updated><title type='text'>Dolorido Colorido</title><content type='html'>Ok, esta noite não irei perguntar por que você voltou, por qual motivo -mais uma vez- bate a minha porta com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;olhos &lt;/span&gt;ainda confusos e cheios de um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vazio&lt;/span&gt; incalculável. A verdade é que nem mesmo você sabe. Se eu perguntasse, mais uma vez,  você se sentiria obrigado a responder, e respondendo, como em tantas outras oportunidades,  daria uma explicação que nem mesmo você acreditaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há explicação, compreende? “Eu também não vou perguntar”, pensei ironicamente, depois quinto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cigarro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo era apenas uma alusão fantástica aos tempos em que só no silêncio construía  uma compreensão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;úmida e intensa&lt;/span&gt;. Mas hoje não é. Sei que não, e você também sabe, hoje não atingiremos mais o ponto em que um silêncio basta. Tempo doce em que vinho tinto e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;respiração ofegante&lt;/span&gt; eram suficientes para saciar cada vácuo das perguntas mal formuladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mais do que nunca, será preciso encher o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vazio de palavras&lt;/span&gt;. Palavras que não te convencerão, não me confortarão e não farão disto algo menos medíocre do que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto, sob efeito da nicotina nos dedos e&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; língua,&lt;/span&gt;  por qual motivo você se foi, por que, se sabia que a partida culminaria em uma imutável distância, e que nessa  distância, a gente, irremediavelmente,  perderia ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esqueceria&lt;/span&gt; tudo aquilo que construímos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe, é na distância que a gente esquece ou se perde. E, como um velho que definha na cama sabendo que está morrendo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a gente esquece sabendo que está esquecendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Caio Fernando de Abreu, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dolorido, Colorido&lt;/span&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6949560879019208253?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6949560879019208253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6949560879019208253&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6949560879019208253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6949560879019208253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/11/dolorido-colorido.html' title='Dolorido Colorido'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-4366065275474839784</id><published>2008-10-27T17:18:00.001-02:00</published><updated>2008-10-27T17:27:57.494-02:00</updated><title type='text'>Memória</title><content type='html'>&lt;c&gt;Tem um ar pesado&lt;br /&gt;Essas minhas memórias&lt;br /&gt;Num mar de cheiros carregados&lt;br /&gt;E mornos&lt;br /&gt;E longos.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Tem um ar pesado&lt;br /&gt;Essa minha inquietação&lt;br /&gt;Memória olfativa de sensações.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Tem um ar pesado&lt;br /&gt;Essa minha distância&lt;br /&gt;Reinventada pelo ofício do medo&lt;br /&gt;Diurno&lt;br /&gt;Noturno&lt;br /&gt;Medo sem tempo.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Tem um ar pesado&lt;br /&gt;Essa escrita compulsiva&lt;br /&gt;De cheiros, distâncias, &lt;br /&gt;inquietações e medos sem tempo.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Tem um ar pesado&lt;br /&gt;Essa poesia que fala&lt;br /&gt;De realidades Presentes&lt;br /&gt;No dobrar da esquina&lt;br /&gt;No caminho das casas&lt;br /&gt;Dentro de mim&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Tem um ar pesado&lt;br /&gt;Deses que pesa em cheiros&lt;br /&gt;Mede em medos&lt;br /&gt;Qualifica em distâncias&lt;br /&gt;Só para descrever, &lt;br /&gt;mais uma vez, &lt;br /&gt;essa minha inquietação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-4366065275474839784?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/4366065275474839784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=4366065275474839784&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4366065275474839784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4366065275474839784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/10/memria.html' title='Memória'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-1366056953329881348</id><published>2008-10-13T00:21:00.000-03:00</published><updated>2008-10-13T00:23:33.255-03:00</updated><title type='text'>Entre sussuros e gemidos</title><content type='html'>Os corpos se encostam... O coração gradativamente vai batendo mais forte, não é claro ainda a intensidade do momento, mas não é necessário saber. Preciso mesmo é sentir... Sentir as mãos que desvendam um corpo aparentemente esculpido por deuses, a boca que lentamente se abre a procura de lábios que possuem um sabor diferente... O sabor do desconhecido, do atípico... Aquela sensação incerta... Aquele momento singular... São sempre muitos sentimentos distintos... Que entram em ebulição com um único sentido... Sentir...&lt;br /&gt;A boca dele que confiante deixa os lábios dela, indo a direção a nuca, o pescoço a orelha... O ouvido... e entre sussurros e gemidos, ela perde o controle da situação, já não era mais possuidora de suas emoções... Sua mão já tinha vontade própria, e já tocava sem receio o corpo dele, nada mais era novidade, o coração nessa hora já diminuíra o ritmo, e ela já vai se soltando.. &lt;br /&gt;A língua na orelha... A boca no ouvido... A mão no corpo... Os olhos fechados... A mesma idéia em mente...&lt;br /&gt;... Sentir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-1366056953329881348?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/1366056953329881348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=1366056953329881348&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1366056953329881348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1366056953329881348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/10/entre-sussuros-e-gemidos.html' title='Entre sussuros e gemidos'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-4209686413885114871</id><published>2008-09-27T18:07:00.000-03:00</published><updated>2008-09-27T18:08:22.203-03:00</updated><title type='text'>A sorte que se tira</title><content type='html'>Acordou em cólera, a vida era redonda demais para ser levada daquela forma. Havia nela uma força talvez tão inexoravelmente brusca que, daquela forma, não daria para continuar.&lt;br /&gt;Mas era hora de levantar, Elisa então desceu da cama, pés num chão gelado. Um choque que transcendia a pele, chegava a alma e lhe subia até a ponta do nariz.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Passos firmes, não se importou com o fato do marido ainda dormir. Foi ao banheiro, água fria no rosto, o mundo continua igual.&lt;br /&gt;Olhou a roupa estendida no varal, era hora de recolher, olhou a pia cheia de louça, era hora de lavar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quase 7 da manhã, era hora de arrumar as crianças, acordar o marido, trocar de roupa e ir encarar aquele chefe gordo, sujo e nojento, mas cujo dinheiro pagaria mais algumas contas ainda.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caminho do centro da cidade, ônibus lotado, pessoas mal educadas.&lt;br /&gt;Desceu na rodoviária, três pontos antes do escritório, encontrou um ônibus com destino à Manacapuru, não fazia idéia de onde era.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao marido, filhos e chefe o seguinte recado foi deixado na secretária eletrônica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 204, 204);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“eu preciso andar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um caminho só&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vou buscar alguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que eu nem sei quem sou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu escrevo e te conto o que eu vi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e me mostro de lá pra você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;guarde um sonho bom pra mim”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-4209686413885114871?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/4209686413885114871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=4209686413885114871&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4209686413885114871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4209686413885114871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/09/sorte-que-se-tira.html' title='A sorte que se tira'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-1208296628516478872</id><published>2008-09-16T23:30:00.002-03:00</published><updated>2008-09-16T23:34:48.707-03:00</updated><title type='text'>Notas de um amor urbano</title><content type='html'>Me perco em tua boca. Esqueço. Mastigo tua saliva, a fundo. Escuridão, umidade, calor insaciável do teu corpo contra mim. Amanhã, não sei, não sabemos. Olhos fechados, abismos, terremotos, tremores, suores e órgãos. E você me beija, e me aperta e me leva. Alguma coisa então pára, todas as coisas param. Olho no poço do teu olho escuro, meia-noite em ponto. Quero fazer um feitiço para que nada mais volte a andar. Quero ficar assim, no parado. Sei, com medo, que o que trouxe você aqui foi esse meu jeito de ir vivendo como quem pula poças de lama, sem cair nelas, mas sei que agora esse jeito se despedaça. Sou só poeira, me espalho em grãos invisíveis, pelos quatro cantos do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade está louca, você sabe. Tenho pressa, não podemos perder tempo. Quase três da manhã. Não temos aonde ir, nunca tivemos aonde ir. Eu tenho medo, não quero correr riscos. Não vê que é isso que eles querem que você sinta ? Medo,culpa, vergonha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nós dois, só os dois  contra dois mil e oito anos amontoados de mentiras sinceras e misérias cruas, assassinatos e proibições, dois mil  e oito anos de lama. Esse lixo atapetando as ruas que suportam nossos passos que nunca tiveram aonde ir. Chega em mim sem medo, toca no meu ombro, olha nos meus olhos, como nas canções do rádio. Você planeja partir para um país distante, sem mim, de onde, muitos anos depois, receberei a carta de um desconhecido, com nome impronunciável, anunciando a sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas escadarias da avenida deserta, lata de coca-cola largada na porta da igreja, aqui parece que o tempo não passou. Olho tudo isso e vejo e não tem outra magia além dessa, a de ser real, e vou dizendo lento, e vou dizendo leve, então, no teu ouvido duro, na tua alma fria, e vou dizendo intensa e vou dizendo logo e sem pausa – gosto muito de você, gosto muito de você, gosto muito de você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as coisas seguem, de cada dia arrancar das coisas, com as unhas, uma modesta alegria; em cada noite descobrir um motivo razoável para acordar amanhã. Há muito tempo estava acostumada a apenas consumir pessoas como se consomem cigarros, a gente fuma , esmaga a ponta no cinzeiro e pronto, acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra acordar no dia seguinte, molhar plantas, jogar fora jornais, tirar o pó dos livros, arrumar os discos, ligar-desligar a TV, ouvir Gal Costa para não enlouquecer, acender velas, trocar lençóis, fazer a cama...agora está tudo pronto, paciência, nada vale a pena, puxar as cobertas, cobrir a cabeça, apagar a luz e mergulhar, de olhos fechados, no quente fundo da curva do teu ombro, sem entender, sem conseguir chorar, abandonada, apavorada, mastigando maldições. Mas amanhã prometo não desistir, vou continuar a te procurar em outro corpo, juro, um dia eu te encontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-1208296628516478872?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/1208296628516478872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=1208296628516478872&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1208296628516478872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1208296628516478872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/09/notas-de-um-amor-urbano.html' title='Notas de um amor urbano'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-7533182970949082966</id><published>2008-08-09T00:55:00.003-03:00</published><updated>2008-09-29T00:41:24.869-03:00</updated><title type='text'>Para quem observa, a flor também é ferida aberta</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Aquilo há muito já não era &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;amor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Comodismo pra ele, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;hábito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pra ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;O difícil era tirar aquela marca inexorável que um conseguiu gravar no outro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Aquele tipo de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;ferida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que continuava aberta quando estavam juntos, mas que, quando separados, latejava doze vezes mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Não tanto pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;machu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;cado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Talvez muito pelo &lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;&lt;strong&gt;ego&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;A cicatriz, que é algo inerente aos seres vivos, iria aparecer nos dois coraçães. Era apenas uma questão de tempo, mas eles -coitados- eram crianças demais para notar que, a casquinha da &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;cicatriz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, só iria surgir quando parassem de cutucar a ferida exposta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Sentados no sofá, eles se olhavam como dois&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;&lt;strong&gt;estranhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Depois de quinze minutos, uma voz ecoou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;-Quer um cigarro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;-Não. Você sabe que eu estou tentando parar de fumar, achei que você também estivesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;-Estou, mas é que às vezes eu preciso ter algo nas mãos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;-Mas você já tem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;-Eu? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;-Eu! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Eles se olharam com um certo carinho, mas ali, não havia nem sinal de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;paixão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;E a vida seguiu assim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Por mais uns &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;10 dias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;ou &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;30 anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-7533182970949082966?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/7533182970949082966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=7533182970949082966&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7533182970949082966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7533182970949082966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/08/aquilo-h-muito-j-no-era-amor.html' title='Para quem observa, a flor também é ferida aberta'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-1375324292401059920</id><published>2008-08-06T00:37:00.004-03:00</published><updated>2008-08-09T00:53:07.274-03:00</updated><title type='text'>A Rosana</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Do tipo que grita, do tipo que chama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Essa é Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Um pé na realeza, dois braços na lama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Misteriosa Rosana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Às vezes tímida&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;tantas outras, tirana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Vadia Rosana &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Caía das nuvens, fazia programa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Instável Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Gosta da rua, adora uma cana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Translocada Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Do tipo que bate, do tipo que apanha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Deliciosa Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Escutou a profecia, de uma velha cigana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Esotérica Rosana &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Aquela velha história da mulher que se engana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Inocente Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Procura nas ruas, o homem que ama, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Sugestionável Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Encontra um rapaz, boa pinta e bacana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Palpitante Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Se aproxima do alvo, suas mãos de porcelana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Vivida Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Alisou os cabelos, soltou um sorriso sacana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Sensualissíma Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Apertou-o nos braços quanto atingiu o nirvana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Libertina Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Acordou meio tarde, sozinha na cama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Abandonada Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Chorou feito louca, fez de tudo um drama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Escandalosa Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Voltou à vidente, com sua raiva insana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Impulsiva Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Agüentou mais um tempo na novela mexicana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Esperançosa Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;E como tudo deu errado, voltou a vida mundana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Devassa Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Desistiu do amor, focou-se na grana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Interesseira Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Voltaria a ser puta, ministraria a velha fama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Mulher da vida Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Mas conheceu Bidu, mãe de santo baiana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Insistente Rosana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;O mesmo erro, a mesma trama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;A sua sina é ser sozinha, Rosana.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-1375324292401059920?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/1375324292401059920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=1375324292401059920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1375324292401059920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/1375324292401059920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/08/rosana.html' title='A Rosana'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-4330051811078578451</id><published>2008-08-04T15:14:00.001-03:00</published><updated>2008-08-04T15:19:34.786-03:00</updated><title type='text'>Sobre Viradas, rotinas e isabelas.</title><content type='html'>Para os avós, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;viraria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; santa,&lt;br /&gt;Mas tios nem a &lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;&lt;strong&gt;viram&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; crescer&lt;br /&gt;Alguns amigos achavam que ela&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt; &lt;strong&gt;viraria&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; referência nacional,&lt;br /&gt;outros tantos continuavam a afirmar que ela só sabia mesmo era&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt; virar-a-casaca.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com os pais &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o bicho.&lt;br /&gt;E pra subir, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;viraria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; quatro doses.&lt;br /&gt;Pra flutuar, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virou &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;um pássaro.&lt;br /&gt;Com o namorado, ia &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o jogo&lt;br /&gt;E por culpa do sistema,&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt; virou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; maconheira.&lt;br /&gt;Do trabalho, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; escrava&lt;br /&gt;Na faculdade estava &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virando&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; burro de carga.&lt;br /&gt;Entre as rodinhas, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virava&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; piada.&lt;br /&gt;E pra seguir em frente, mais um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;vira-vira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E nesse momento, só &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;vira-lata&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Pra nas segundas, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; gente.&lt;br /&gt;E na terça&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt; virar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a página&lt;br /&gt;Pra na quarta &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; duas pessoas&lt;br /&gt;E quinta, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mais café.&lt;br /&gt;Depois de sexta, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virou &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;funkeira.&lt;br /&gt;Pra no sábado, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;virar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; artista...&lt;br /&gt;E no domingo, -com olhos ainda de ressaca- ir até a sacada e perceber que se caísse aqueles quarenta metros, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;viraria &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;&lt;strong&gt;E virou&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-4330051811078578451?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/4330051811078578451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=4330051811078578451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4330051811078578451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4330051811078578451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/08/sobre-viradas-rotinas-e-isabelas.html' title='Sobre Viradas, rotinas e isabelas.'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-3669297554918345450</id><published>2008-08-03T19:03:00.000-03:00</published><updated>2008-08-03T19:04:18.215-03:00</updated><title type='text'>sobre o tempo e securas</title><content type='html'>Então paro e digo a mim mesma que  está tudo errado, que  não deveria ser nada assim que este não é o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. E fumo, e bebo, e passo horas sem pensar absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria inclusive conseguir chorar  por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo  tanto que que tentei ser correta e não foram comigo. Mas eu, bom eu tenho uma forma esquiva de sofrer, simplesmente, não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A minha dor é  como um egoísmo visceral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a crescer assim. E por isso, tantas vezes eu  terminei por fazer muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou talvez tão neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente rude - e corto relacionamentos com a maior frieza - , às vezes firo, sou agressiva e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo.&lt;br /&gt;Ou talvez, seja apenas o caso de deixar que  alguém me toque profundamente para acabar com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-3669297554918345450?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/3669297554918345450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=3669297554918345450&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3669297554918345450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3669297554918345450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/08/sobre-o-tempo-e-securas.html' title='sobre o tempo e securas'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-7343728184841437884</id><published>2008-07-21T19:21:00.007-03:00</published><updated>2008-07-23T18:40:38.751-03:00</updated><title type='text'>"No fundo é uma eterna criança"</title><content type='html'>Chega e me invade. Leva meus livros, discos e cartas. Me irrompe em gozo, choro e suor. Entra em minha casa, conhece meus mais íntimos medos, toca a fundo lugares ainda desconhecidos. Me chama. Me leva, me corrompe. Me enche de esperança, expectativa e ânsia. Entra em meu corpo, como quem nada quer, e modifica minha alma, cabeça e coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvenda meus segredos, muda meus velhos hábitos. Me machuca, me alegra, me desespera -tudo junto e misturado- Em dose homeopática, quase imperceptível me domina completamente, até me fazer perder o controle, a linha, a consciência. Já não é mais claro, nessa relação quem é dono de quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meus poemas, de nada valem.&lt;br /&gt;Ele vai&lt;br /&gt;Eu fico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas palavras de nada adiantam.&lt;br /&gt;Ele vai.&lt;br /&gt;Eu fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida prossegue.&lt;br /&gt;Ele vai&lt;br /&gt;Eu fico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a efemeridade paradoxal de sua natureza calma, ininterrupta e perene ele nem percebeu meus esforços viscerais para segurá-lo, prendê-lo mantê-lo ali, sob meu domínio.&lt;br /&gt;Tampouco ouviu meu grito abafado, dizendo baixinho que queria apenas senti-lo ali por mais alguns instantes, pertinho de mim.&lt;br /&gt;Ele foi&lt;br /&gt;Eu fiquei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobre o curso que seguirá, pouco sei.&lt;br /&gt;Sobre minha crônica relutância em perder, ele nada sabe.&lt;br /&gt;Segue soberano, intacto, soberbo.&lt;br /&gt;Pra que eu fique humilhada, cansada e perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos amores que tive em vida, não há dúvidas, ele será o pior:&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;TEMPO&lt;/strong&gt; vai ser pra sempre o meu amor platônico, abstrato e cruel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-7343728184841437884?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/7343728184841437884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=7343728184841437884&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7343728184841437884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7343728184841437884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/07/ele-foi-eu-fiquei.html' title='&quot;No fundo é uma eterna criança&quot;'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-8016586044404449257</id><published>2008-07-16T02:45:00.004-03:00</published><updated>2008-07-16T03:00:14.746-03:00</updated><title type='text'>O Último Encontro</title><content type='html'>Estava escuro, mas dentro dela algo brilhava.&lt;br /&gt;Estava frio, mas ele sentia um calor descomunal.&lt;br /&gt;Eles se achavam perdidos, pelo labirinto das paixões.&lt;br /&gt;Até que se encontraram.&lt;br /&gt;Se amaram perdidamente, se olharam nos olhos.&lt;br /&gt;Não viram o raiar do dia, por que ali, naquele momento, o tempo parou.&lt;br /&gt;Para sempre era aquela noite.&lt;br /&gt;As dezenas de pessoas ao redor desapareceram com o olhar fixo e brilhante.&lt;br /&gt;Com os lábios por toda parte.&lt;br /&gt;As mãos aflitas, a respiração ofegante.&lt;br /&gt;A urgência. Urgência em ser apenas um.&lt;br /&gt;Em se misturar àquele cheiro. Em ser.&lt;br /&gt;Estava escuro e frio. E eles estavam sozinhos.&lt;br /&gt;E eram pequenos diante daquela imensidão.&lt;br /&gt;Era amor. E era a última vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-8016586044404449257?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/8016586044404449257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=8016586044404449257&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8016586044404449257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8016586044404449257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/07/urgncia-justificada.html' title='O Último Encontro'/><author><name>Diandra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ueu531Yinwc/S7T7z-75s_I/AAAAAAAACQw/a89UhFrj3jY/S220/algod%C3%A3o+doce.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-2598833842743115295</id><published>2008-07-13T11:59:00.001-03:00</published><updated>2008-07-13T12:02:10.423-03:00</updated><title type='text'>O bom mesmo é o amor Bossa-Nova</title><content type='html'>Amigas, queridas, ouçam o que eu tenho a dizer: é preciso perder um amor. Ok, serve qualquer um. Do tipo insignificante, desses que a gente esconde dentro do bolso da calça. Ou gigante, desses que enchem tanto que transbordam. O importante é simplesmente, perder um amor. (para criar uma casquinha, virar coragem, e resultar em poesia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou do tipo que perde o amor no vão do sofá, no meio da sala, ou esqueço dentro do carro, às vezes o meu amor se perde na rua, em plena paulista, sob um sol de 43° graus. E nem ligo se o amor foi adquirido em liquidação, prestação, ou se custou mais de um milhão. Porque todo mundo vai perder um amor de graça, sem cobrar absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos amores à vela, é preciso olhar o mar como quem vai se afundar, acostumar-se com a maresia e o enjôo. É preciso jogar uma rosa (ou catuaba?) para Iemanjá (ou santa Naza?) e esperar. Tai um amor velado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No labirinto dos dias, é necessário perder um amor. Errar o caminho, bater a cara no vidro e quebrar o mindinho, mas se o amor perdido ainda te deixar fora de órbita, vire uma astronauta, reconstrua satélites e troque a bateria das estrelas apagadas. Descubra novos planetas ou mude de signo. Porque o certo é deixar escapar um amor para entender as fases secretas da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que preciso mesmo é perder um amor para merecer a Bossa Nova, o banquinho e o violão. É preciso perder um amor para entender o sorriso e a flor. É preciso ir ao cinema (mas cuidado! No escuro é ainda mais fácil perder um amor), escrever um romance e tomar conhaque. É como é deliciosamente preciso perder um amor no meio de um porre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso perder um amor em uma curva da estrada - e voltar pra casa dirigindo com cuidado. Não, minhas amigas, não chorem o amor que já saiu correndo, arrumou as malas e voou.. O amor é assim mesmo, cria asas e “Hasta La Vista, Baby”. E nem adianta procurar nos Achados e Perdidos do Metrô o amor esquecido às seis da tarde. Perdeu, perdeu. Entende a poesia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Pense comigo, perder um amor é como cortar o cabelo. Um dia, ele cresce de novo - e a gente sempre fica melhor com um corte mais curto, né? Além do mais, é preciso perder um amor para que alguém encontre. Esse é o ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso perder um amor para se sentir pior, melhor, dividido e inteiro. Tudo isso ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem querer abusar do Fernando Pessoa, “Navegar é preciso, viver, não é preciso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eta, precisão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-2598833842743115295?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/2598833842743115295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=2598833842743115295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2598833842743115295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2598833842743115295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/07/o-bom-mesmo-o-amor-bossa-nova.html' title='O bom mesmo é o amor Bossa-Nova'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6178696546295681462</id><published>2008-06-04T22:21:00.002-03:00</published><updated>2008-06-04T22:24:25.752-03:00</updated><title type='text'>Ah, se não houvesse o despertar pela manhã.</title><content type='html'>Surgiu num sonho, num outubro qualquer. Se gostavam. E ainda que essa coisa toda de gostar fosse complicada demais para compreender e explicar, como todo mundo tenta fazer, naquele momento tudo acontecia dentro de um sonho. Por isso era simples. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo. Dormiam juntos no sonho, porque era bom para um e para outro estarem assim, naquele espaço paralelo. Não via nada de fora, nem ninguém. Deitada nua no ombro dele, também nu. Não havia fatos ou fardos. Dormiam juntos, apenas. Isso era limpo e nítido no sonho que ela teve àquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recostada confortavelmente no ombro dele, ela via seu rosto muito próximo. Esse era o sonho, nada mais. E isso, no dia seguinte saberia, era o único fato do sonho inteiro: via o rosto dele muito próximo. Se Fechasse os olhos — mas não os fecharia, pois já estava dormindo — guardaria nas pálpebras cerradas todos os traços dele. Aquelas crateras miúdas com negros fios de barba despontando duros de dentro delas, a boca levemente molhada, que deixaria escapar duas ou três frases do Noel Rosa. De olhos abertos, apesar de fechados, já que isso era um sonho, ela reparava nos dentes brancos, impecáveis. Tão simples, tão claros. E de uma forma estranha, aquele momento, seria para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ele tivesse passado um dos braços em torno da cintura dela, quem sabe ela houvesse deitado uma das mãos sobre o ombro dele, erguendo os dedos até que tocassem no lóbulo de sua orelha. E enquanto dormia, tudo era só e apenas isso: dormiam juntos no centro da noite, no meio do sonho, num outro espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando, irritada, esfregou os olhos compulsivamente e pensou se ele teria mesmo passado um dos braços por sua cintura, e se esse braço teria pêlos densos, mas macios de tocar, se a mão dele realmente fechara-se exata, solidária e carinhosa naquele ponto secreto onde, constrangida, ela admitia ter mesmo algumas gordurinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava se havia relaxado a mão nos pêlos do peito dele, esticando dois, três dedos até tocar aquele ponto exato entre a nuca e o pescoço. Conseguiu lembrar também da outra mão, não aquela pousada no peito dele, mas esta outra que descia à toa pelos pêlos, enroscando-se até a cintura chegando numa certa barriga perdoável. A mão que penetrava o umbigo com a ponta da unha vermelha, aquele homem que não era sequer perfeito e por isso mesmo belo. E esse fato era para sempre, mesmo sendo fugaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechava os olhos, para tentar abri-los novamente no sonho, procurava novos detalhes, lembrou-se dos pés encaixados perfeitamente, do suspiro longo e doce, daquele rosto que ao dormir, não fosse pela barba, teria um aspecto quase infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem artifícios, acordaram vazias na manhã seguinte: Ela e a Manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6178696546295681462?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6178696546295681462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6178696546295681462&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6178696546295681462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6178696546295681462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/06/ah-se-no-houvesse-o-despertar-pela-manh.html' title='Ah, se não houvesse o despertar pela manhã.'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-535091703538708317</id><published>2008-05-04T21:59:00.001-03:00</published><updated>2008-05-04T22:00:50.271-03:00</updated><title type='text'>COLECIONADOR DE AMIGOS</title><content type='html'>(Jorge Benjor - Paulinho Tapajós)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele trazia o bolso cheio de carinho&lt;br /&gt;E um coração tão grande que já não cabia mais no peito&lt;br /&gt;Tinha a voz suave como o vinho&lt;br /&gt;E uma canção singela para cada amor desfeito&lt;br /&gt;Vivia a vida na terra&lt;br /&gt;Como se estivesse no céu&lt;br /&gt;Ele escrevia com a tinta&lt;br /&gt;Da sua voz no papel&lt;br /&gt;Em vez de selos ou livros colecionava amigos&lt;br /&gt;Que não comprava na feira nem nas lojas chiques da cidade&lt;br /&gt;Mas que ganhava com os olhos de paz e sinceridade&lt;br /&gt;Com muito amor colecionava amigos de verdade&lt;br /&gt;Ele só colecionava amigos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-535091703538708317?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/535091703538708317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=535091703538708317&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/535091703538708317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/535091703538708317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/05/colecionador-de-amigos.html' title='COLECIONADOR DE AMIGOS'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-2384164614004152564</id><published>2008-02-27T00:37:00.000-03:00</published><updated>2008-02-27T00:39:54.509-03:00</updated><title type='text'>Caríssima Laura.</title><content type='html'>Luz apagada, televisão desligada, brilho fraquinho de uma luminária simples que ficava a cima de minha cabeça. O único som que nascia do meu quarto era o leve deslocar das folhas de uma Virginia Vicctorino qualquer. Por algum motivo, a falta de som me incomodou de uma maneira tão absurda que minha única saída foi gritar. Não bastasse o grito seco, levantei quase aos pulos para procurar aquele cd antigo de uma Gal Costa qualquer. Ascendi às luzes, liguei a televisão. Nunca tive medo do escuro, tampouco do silencio, mas naquele momento, era como se um bicho papão qualquer fosse sair de baixo da minha cama.&lt;br /&gt;Nem a Gal cantando Brasil, nem o filme de ação num canal qualquer, nem as luzes que iluminavam toda a casa me traziam a sensação de proteção que eu tanto precisava. Coloquei, então, um velho disco de um Chico qualquer. Entre Construção e apesar de você meu medo, tomava forma de pavor. O silencio agora era velado.&lt;br /&gt;Balançava a cabeça como se para afastar os pensamentos. Mexia os dedos, olhava para os lados. Estava inquieta enquanto o som na vitrola estourava, e eu me sentia dentro de uma igreja, com burburinhos distantes, baixinho.&lt;br /&gt;Fui percebendo, então, que o mundo girava, o Chico cantava e a televisão resmungava como sempre fizera. Com a coragem dos justos, olhei debaixo da cama, e não havia bicho papão. Foi quando descobri, mais uma vez, que o vazio que realmente me machucava, o silencio que tanto me fazia mal, era aquele que estava gritando dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-2384164614004152564?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/2384164614004152564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=2384164614004152564&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2384164614004152564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2384164614004152564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/02/carssima-laura.html' title='Caríssima Laura.'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-2710123827837926231</id><published>2008-02-03T14:07:00.001-02:00</published><updated>2008-07-22T21:13:47.247-03:00</updated><title type='text'>O delicado da vida</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Ela nunca quis um amor de novela, aliás, os achava melosos e comuns. Nunca quis paixão do tipo visceral, sabia que essas paixões têm prazo de validade. Tinha uma vida comum, alguns casos, mas nenhum amor. Não era a falta de opção, tampouco ideologia feminista, era algo difícil de explicar, o amor que havia dentro dela era muito, mas era livre. Livre de conceitos, de amarras e truques. E em noites especificas, entre ruas e vielas ela se sentia dona de tudo, o amor dentro dela se intensificava, tomava forma e ela sentia nas veias seu amor apenas sendo livre.&lt;br /&gt;Que pretensão era aquela? Sentir-se dona de todo amor do mundo, como Clarice Lispector, em “Perdoando Deus”, dentro do carro, garoa na janela, ela se sentia mãe de tudo que é vivo. E como progenitor de tudo e todos, o amor dentro dela ia crescendo.&lt;br /&gt;Até que um farol ficou vermelho, e ela entendeu tudo, o farol era uma forma do destino mostrar a ela que o caminho não era assim tão fácil, o sinal vermelho, latente, brilhando na chuva que agora se intensificara, a fez pensar que amar a tudo é tão pouco.&lt;br /&gt;Não havia nela a capacidade de intensificar o amor em uma única coisa. Os romances eram efêmeros, os amigos passageiros, as sensações cortadas antes que pudessem resultar em algo menos abrangente. Ela simplesmente, não sabia usar o amor. E com a sabedoria de quem olha todos os carros passarem, o farol estampou isso na testa dela.&lt;br /&gt;A chuva então, foi para dentro do carro, dentro dela, especificamente. Lavando suas verdades incondicionais, valores primos, e conceitos conquistados. Não saber usar o amor é pior do que não o ter.&lt;br /&gt;Depois de molhada, cansada e mal amada, o sinal abriu. E ela continuou seu curso, mas agora entendendo melhor sua natureza estranha, que usa o amor de forma equivocada, mas não leviana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;"Sou inquieto, áspero e desesperançado &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;Embora amor dentro de mim eu tenha&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;Só que eu não sei usar amor&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;Às vezes arranha Feito farpa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;Se tanto amor dentro de mim eu tenho, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;no entanto continuo inquieto..."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc9933;"&gt;&lt;em&gt;Que deus venha- Cazuza, Frejat e Clarice Lispector&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-2710123827837926231?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/2710123827837926231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=2710123827837926231&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2710123827837926231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2710123827837926231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/02/o-delicado-da-vida.html' title='O delicado da vida'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6367603120625596551</id><published>2008-01-26T16:18:00.001-02:00</published><updated>2008-07-22T21:12:05.099-03:00</updated><title type='text'>Entre ele e ela</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ela espera uma recíproca, ele espera que o Guarani saia da zona de rebaixamento. Ela se preocupa com quantas refeições ele fez, ele com quantas vezes dormiu acompanhado no ultimo mês. Ela atrás do remédio certo para a gripe dele que não passa, e ele atrás de desculpas para passar um dia sem atender telefonemas. Ela sente que perdeu a identidade e pra ele, falta liberdade&lt;br /&gt;Ela se importa com o que ele pensa, ele pensa que ela nem se importa.&lt;br /&gt;Ela ligada nos passos que ele dá, ele preocupado em nunca parar de andar.Ela aflita com o amor que se esvaiu entre os dedos, ele procurando um bom romance. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ffcc99;"&gt;Ele quer ser, ela quer estar.&lt;br /&gt;Ele poemas, ela declarações. Ele coca, ela cola. Ela linear, ele não. Ela mãos, ele boca. Ele a liberdade do reggae,&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; ela a sensibilidade da bossa nova. Ela olhos perdidos, ele doce. Ele palavras doces e ela perdida.&lt;br /&gt;Ele Rimbaud, em uma estadia no inferno. Ela Rilke em cartas à um jovem poeta.&lt;br /&gt;Ele e ela sendo ele. Ela na eterna divergência de ter que sê-lo mas não o ter. Ele achando que é sozinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;Eles juntos criando novos conceitos, recriando velhos hábitos para dar um novo sentido à máxima Shakesperiana:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;“Ser ou não ser, eis a questão”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6367603120625596551?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6367603120625596551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6367603120625596551&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6367603120625596551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6367603120625596551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2008/01/entre-ele-e-ela.html' title='Entre ele e ela'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6699477545921371259</id><published>2007-10-28T22:59:00.000-02:00</published><updated>2007-10-28T23:08:30.530-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Perdi a linha&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ganhei a vida&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6699477545921371259?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6699477545921371259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6699477545921371259&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6699477545921371259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6699477545921371259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-7619397013428966580</id><published>2007-10-03T22:45:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T21:11:41.307-03:00</updated><title type='text'>Sete e sete são quatorze, com mais sete vinte e um...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;color:#ffff99;"&gt;&lt;strong&gt;Olhava-me firme.&lt;br /&gt;Dizia de forma crua quão vil eu sou. Como se quisesse, de alguma maneira, que eu arrancasse todas as máscaras. Que eu deixasse o sangue pulsar, a raiva aflorar.&lt;br /&gt;Gritava esperando resposta. Instigava, berrava e me chacoalhava, para notar minha reação. Chamava-me de fraca e dissimulada. Prepotente, falsa.&lt;br /&gt;E eu, imóvel, recebia as ofensas de forma pacifica.&lt;br /&gt;Minha aparente calma transformava meu oponente em um poço de ódio, e ele, cada vez mexia mais as mãos e soltava frases mais fortes.&lt;br /&gt;Dizia a mim de forma crua, que eu não vivia, pior, que me escondia atrás de livros, musicas e filmes. Que passei dois anos sem olhar meus fantasmas, sem encarar minhas verdades e com medo de mim.&lt;br /&gt;Até que, apunhalada, cansada e ferida olhei para ele com minha raiva mais visceral, sentimento escondido há anos.&lt;br /&gt;Num impulso único, quebrei, bati, estourei o espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, são mais sete anos de azar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-7619397013428966580?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/7619397013428966580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=7619397013428966580&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7619397013428966580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7619397013428966580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/10/sete-e-sete-so-quatorze-com-mais-sete.html' title='Sete e sete são quatorze, com mais sete vinte e um...'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-2953491399550482018</id><published>2007-07-22T22:52:00.000-03:00</published><updated>2007-07-22T22:55:06.398-03:00</updated><title type='text'>Para quem bem observa, a flor é também ferida aberta</title><content type='html'>&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Teus sonhos, soltos, em minha fronha.&lt;br /&gt;Teus suspiros perdidos&lt;br /&gt;Seus risos e sorrisos, em minha boca escondidos&lt;br /&gt;Em teus desejos e anseios, minha roupa...&lt;br /&gt;O gosto, o gozo o mel&lt;br /&gt;Gestos, posturas, o céu.&lt;br /&gt;Na palma da mão,&lt;br /&gt;não há escrita.&lt;br /&gt;A palavra a ser sussurada, ainda não dita&lt;br /&gt;Deduzo, então, o que não vi&lt;br /&gt;Para que a poesia seja,&lt;br /&gt;um retrato exato do que não conheci.&lt;br /&gt;Teu cheiro se Mistura ao meu&lt;br /&gt;desta forma, doce e louca&lt;br /&gt;que Oswald de Andrade nenhum escreveu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#330033;"&gt;"A arte é uma fada que transforma e transfigura meu destino,&lt;br /&gt;Prova, olha, toca, cheira, escuta.&lt;br /&gt;Cada sentido é um dom divino"&lt;br /&gt;-Manuel Bandeira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-2953491399550482018?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/2953491399550482018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=2953491399550482018&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2953491399550482018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/2953491399550482018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/07/para-quem-bem-observa-flor-tambm-ferida.html' title='Para quem bem observa, a flor é também ferida aberta'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-3302547503871313570</id><published>2007-06-30T12:30:00.001-03:00</published><updated>2008-02-16T11:47:05.165-02:00</updated><title type='text'>Les Invasions Barbares</title><content type='html'>Conversando sobre o filme, uma amiga perguntou-me: Invasões Bárbaras fala sobre o quê? Confesso que fiquei sem resposta pra dar naquele breve instante. Pedi um tempo pra pensar. Após algumas rápidas reflexões, cheguei à conclusão que o filme traz dois enredos, ambos entrelaçados de maneira sutil. Dito de outra forma, Invasões, pode ser visto como um filme que narra o drama familiar e explora o eterno conflito entre pais e filhos. O diretor, seguindo a lógica dos clichês de filmes melodramáticos, mata Rémy (este já reconciliado com o filho) no final, produzindo no espectador aquela previsível comoção.Pronto! Eu já tinha a primeira descrição filme. Mas ainda há outra, e pra minha felicidade, bem melhor. Por trás da história aparentemente banal de um professor universitário, Arcand, num grande exercício criativo, transforma a vida de Rémy, de sua família e de seus amigos, num grande painel da contemporaneidade. Os diálogos travados demonstram o ceticismo, o cinismo e o niilismo que tomaram conta dos nossos tempos. Aliás, já que estamos falando em “ismos”, há uma cena emblemática que ilustra o que estou dizendo. Sentados na varanda, os amigos do professor fazem um balanço intelectual de suas posições políticas. Depois de experimentarem um balaio de correntes ideológicas, chegam à cômica conclusão: agora são todos cretinistas, depois das esperanças perdidas.Fukuyama, um escritor nipo-americano causou polêmica geral ao publicar um livro intitulado “O Fim da História”. Nele pretendia afirmar a vitória do capitalismo frente ao socialismo, assinalando, portanto, a morte das utopias e o fim das metanarrativas. Em outras palavras: só nos resta agora conviver com as regras do jogo. Muitos historiadores, principalmente marxistas, ficaram revoltados com o pessimismo de Fukuyama. A história acabar por que um modo de produção tornou-se hegemônico? Ora, o passado está aí para mostrar que a dinâmica interna das coisas comporta mudanças e permanências. Impérios nascem pra ruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória triunfante e soberana do capitalismo, ou não?Bem, Denys Arcand, como historiador que também é, parece querer brincar com as questões postas acima em seu filme. Seria o 11 de Setembro o início das invasões bárbaras, assim como foi naqueles idos do tempo quando os povos bárbaros desafiaram o poderoso império romano? Não sei se o paralelo está certo ou se foi esta a intenção do diretor. O certo é que o filme Invasões Bárbaras é um tipo raro de filme, destes que não admitem soberbos de serem decifrados num primeiro momento. Há tanta coisa ali... Tantas histórias que se amarram nas finas tessituras dos caminhos e descaminhos da nossa louca humanidade. Pronto! Já achei a resposta! O filme trata sobre humanidade. Mas saber só isso nos satisfaz? Não. Então procuremos outros significados. E pra vocês, quantos enredos existem e qual seria o objetivo de Arcand? Pergunta difícil, não é? Também achei o mesmo quando fizeram pra mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-3302547503871313570?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/3302547503871313570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=3302547503871313570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3302547503871313570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3302547503871313570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/06/les-invasions-barbares.html' title='Les Invasions Barbares'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6743762914211279875</id><published>2007-06-27T19:18:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T19:19:41.256-03:00</updated><title type='text'>Lá Vem ela, Gabriela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff99ff;"&gt;“Gabi, minha amiga, você precisa se permitir mais, sabe? Precisa dar mais liberdade para as pessoas se aproximarem. Você continua cismando em afastar os meninos, como isso? Por que isso?” Era o que diziam suas amigas de colégio.&lt;br /&gt;No alto de seus hormônios colegiais, Gabriela sentia-se perdida. Esquisita, sozinha. No dia seguinte, a mesma história: “Gabi, olha o Luquinhas, ele ta te dando bola, vai lá, dá uma olhada mais firme, cruza as pernas de forma sensual. Você sabe fazer isso?”&lt;br /&gt;Chegando em casa, Gabriela se dedicou, aprendeu a fazer olhares sensuais, cruzava as pernas de forma lenta e elegante. Passava a língua nos lábios como quem come o melhor chocolate do mundo. No outro dia, já na escola, usava a calça mais apertada que tinha, por baixo da camiseta sem graça do colégio, Gabriela vestia uma top com decote exuberante, realçando seu colo, suas curvas, seus desejos mais íntimos.&lt;br /&gt;Lançou olhares quentes para Luquinhas. Resultado impecável, em menos de três dias estavam juntos. Matando a sede no suor do outro. Tornando-se um. Gabriela era mulher. De corpo e alma.&lt;br /&gt;Na semana seguinte, os problemas começaram:&lt;br /&gt;“Gabi, você não acha que está exagerando? Sua atitude é vulgar, os meninos não querem meninas vulgares para namorar, meninas como você é para passar uma noite apenas, é isso que você quer?”&lt;br /&gt;Em casa, Gabriela estava desconsolada.&lt;br /&gt;Deitou-se na cama, olhou para o armário, as roupas de suas duas últimas fases. Tirou a calcinha e o sutiã. Pegou uma camiseta e uma cueca samba-canção no quarto do irmão mais novo. Sentou-se na cama e pensou: “Ser mulher dá muito trabalho, a partir de agora, sou Gabriel.”.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6743762914211279875?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6743762914211279875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6743762914211279875&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6743762914211279875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6743762914211279875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/06/l-vem-ela-gabriela.html' title='Lá Vem ela, Gabriela'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-3113746484514027580</id><published>2007-06-27T19:12:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T21:13:24.327-03:00</updated><title type='text'>Perdas e danos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;color:#ffff00;"&gt;Eu já perdi a hora. Perdi as chaves de casa, perdi oportunidades. Perdi-me entre ruas, entre pessoas, entre páginas num livro.&lt;br /&gt;Perdi o cartão do estacionamento, o boleto da faculdade, perdi a chance, perdi o gol, perdi a vez. Já perdi o sono, perdi a contagem dos carneirinhos, perdi tantas vezes a mesma pessoa: EU.&lt;br /&gt;Perdi o rumo, perdi as estribeiras,perdi o tesão, até tristeza eu já perdi. Já perdi um livro, perdi um arquivo no computador.&lt;br /&gt;Perdi um amigo, um namorado, um amigo–namorado.&lt;br /&gt;Perdi dinheiro, perdi tempo. Perdi a ternura, o amor, a certeza. Já perdi amores velhos e velhos amores. Perdi a corrida, perdi meu mundo, em mundos mudos. Mudos mundos que não são meus. Provavelmente, alguém o perdeu também.&lt;br /&gt;Perdi cabelo, perdi peso, perdi lágrimas, perdi boas chances, perdi danças, inclusive o passo.&lt;br /&gt;Perdi, perdi, perdi.&lt;br /&gt;E agora, como não poderia deixar de ser, me perdi entre essas palavras.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-3113746484514027580?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/3113746484514027580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=3113746484514027580&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3113746484514027580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3113746484514027580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/06/perdas-e-danos.html' title='Perdas e danos'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-3786007533849091530</id><published>2007-06-07T15:17:00.001-03:00</published><updated>2008-07-22T21:12:28.438-03:00</updated><title type='text'>15 minutos, uma reta  e um lado da avenida.</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;No ponto de ônibus perdi as contas na qüinquagésima nona bituca de cigarro. Mesmo estando praticamente todas a menos de 1 metro de um lixeira laranja, que chama bastante atenção.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Foram 9 moradores de rua&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;14 Cachorros abandonados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;3 velhinhos que fizeram sinal, mas o ônibus não parou&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;12 placas entre “fale inglês em duas semanas”, “emagreça dormindo” e “leitura dinâmica para concursos púplicos”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;3 puteiros, um deles custava 15 reais a entrada e com direito à três cervejas ou uma dose de wisky&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;1 motel de 25 reais, que podem entrar “carros, motos e pedestres”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;1 menina que jogou lixo pra fora do ônibus pela janela&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;5 homens cuspiram na rua&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;1 senhor levantou-se para que uma senhora sentasse-se&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;7 pessoas correram, mas perderam o ônibus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;2 pessoas dormiram&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;1 pessoa ouvia música&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Ninguém lia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;3 homens pararam ao mesmo tempo para olhar o rebolado de uma bela loira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;4 lojas de carro cujos preços começam em 70 mil reais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;15 minutos, uma única reta, apenas num lado avenida, e eu consigo dar a receita do nosso Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-3786007533849091530?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/3786007533849091530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=3786007533849091530&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3786007533849091530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/3786007533849091530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/06/15-minutos-uma-reta-e-um-lado-da.html' title='15 minutos, uma reta  e um lado da avenida.'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-7430003113621136608</id><published>2007-06-06T10:05:00.000-03:00</published><updated>2007-06-06T10:20:58.388-03:00</updated><title type='text'>Consegui</title><content type='html'>As manhãs frias me dão coisas...&lt;br /&gt;Aliás, as noites também.&lt;br /&gt;Acho que o problema, na verdade, não é quem está soberano no céu, se o Sol ou a Lua...&lt;br /&gt;O problema sou eu.&lt;br /&gt;Ando pensando muito. Sobre tudo, sem chegar à conclusão alguma.&lt;br /&gt;Eu acho que isso ainda vai acabar me matando.&lt;br /&gt;Chegar perto, eu cheguei.&lt;br /&gt;Se bobear, este texto também não vai chegar à lugar algum.&lt;br /&gt;Eu acho que ainda vou acabar matando-o.&lt;br /&gt;Pronto, consegui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-7430003113621136608?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/7430003113621136608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=7430003113621136608&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7430003113621136608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7430003113621136608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/06/consegui.html' title='Consegui'/><author><name>Diandra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ueu531Yinwc/S7T7z-75s_I/AAAAAAAACQw/a89UhFrj3jY/S220/algod%C3%A3o+doce.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-8344877422063019729</id><published>2007-06-01T13:15:00.000-03:00</published><updated>2007-06-01T13:39:59.999-03:00</updated><title type='text'>Epitáfio Para o Sec. XX</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:78%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Affonso Romano de Sant'Anna&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;1.Aqui jaz um século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;onde houve duas ou três guerras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;mundiais e milhares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;de outras pequenas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e igualmente bestiais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;2.Aqui jaz um século&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;onde se acreditou &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que estar à esquerda ou à direita &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;eram questões centrais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;3.Aqui jaz um século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que quase se esvaiu na nuvem atômica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Salvaram-no o acaso &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e os pacifistas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;com sua homeopática atitude &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;-nux vômica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;4.Aqui jaz o século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que um muro dividiu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Um século de concreto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;armado, canceroso, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;drogado, empestado, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que enfim sobreviveu &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;às bactérias que pariu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;5.Aqui jaz um século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que se abismou &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;com as estrelas nas telas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e que o suicídio de supernovas contemplou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Um século filmado que o vento levou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;6.Aqui jaz um século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;semiótico e despótico, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que se pensou dialético &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e foi patético e aidético. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Um século que decretou &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;a morte de Deus, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;a morte da história, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;a morte do homem, em que se pisou na Lua &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e se morreu de fome. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;7.Aqui jaz um século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que opondo classe a classe &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;quase se desclassificou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Século cheio de anátemas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e antenas, sibérias e gestapos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e ideológicas safenas; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;século tecnicolor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que tudo transplantou &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e o branco, do negro, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;a custo aproximou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;8.Aqui jaz um século&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que se deitou no divã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Século narciso &amp; esquizo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que não pôde computar seus neologismos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Século vanguardista, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;marxista, guerrilheiro, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;terrorista, freudiano, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;proustiano, joyciano, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;borges-kafkiano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Século de utopias e hippies &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que caberiam num chip. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;9.Aqui jaz um século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que se chamou moderno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e olhando presunçoso &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;o passado e o futuro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;julgou-se eterno; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;século que de si fez tanto alarde &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e, no entanto, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;-já vai tarde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;10. Foi duro atravessá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Muitas vezes morri, outras &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;quis regressar ao 18 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;ou 16, pular ao 21, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;sair daqui &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;para o lugar nenhum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;11.Tende piedade de nós, ó vós &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;que em outros tempos nos julgais &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;da confortável galáxia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;em que irônico estais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Tende piedade de nós &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;-modernos medievais- &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;tende piedade como Villon &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;e Brecht por minha voz &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;de novo imploram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;Piedade dos que viveram neste século &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;per seculae seculorum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-8344877422063019729?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/8344877422063019729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=8344877422063019729&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8344877422063019729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8344877422063019729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/06/epitfio-para-o-sec-xx.html' title='Epitáfio Para o Sec. XX'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-7217254718642405429</id><published>2007-05-18T23:20:00.000-03:00</published><updated>2007-05-18T23:28:32.237-03:00</updated><title type='text'>¨*¨</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;¨*¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Eu continuo não sabendo quem sou&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Mas estou descobrindo do que não gosto...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Tenha paciência comigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Sou de poucas palavras &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Mas posso passar horas te falando de tudo oude nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;¨*¨&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Não sorrio muito, ou sorrio tanto que me canso logo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Porém posso adorar teu sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;¨*¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Não me cative se porisso não vai se responsabilizar &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Sempre preciso de um pouco de atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E dou atenção se precisares,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E até mesmo se não precisar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;¨*¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;É melhor ter cuidado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Eu pareço ser gentil,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Mas posso ser extremamente arrogante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;¨*¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Aconselho que mantenha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Uma distancia de segurança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Posso querer te dar um beijo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Ou um chute&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E isso não tem nada a ver com quem você é &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;¨*¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Podem me achar complicada, não nego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Não é nada fácil nem mesmopara mim .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;¨*¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Vivo com mais cautela que muitos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Mas isso não quer dizer que eu nunca arrisque... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;¨*¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-7217254718642405429?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/7217254718642405429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=7217254718642405429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7217254718642405429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/7217254718642405429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/05/blog-post.html' title='¨*¨'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6112319306990346721</id><published>2007-05-16T13:58:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T14:03:18.309-03:00</updated><title type='text'>Amanhã vai ser outro dia...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Todas as manhãs eu me pergunto se irei me render ao sistema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Se cairei de joelhos perante ao mundo progmático e estúpido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Até agora, tenho continuado em pé, com os valores intactos, talvez estagnados, mas sempre de pé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Mas sinceramente? Não sei se vale a pena, render-se além de ser mais fácil, mais comodo abre mais portas, mais chances. Ser diferente num mundo igual não apenas exclui, maltrata e machuca, ser diferente destrói. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Sonhos, ambições, metas... Uma a uma caindo por terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Talvez fosse melhor ceder...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Porque se não atingirei meus planos antigos, pelos menos não terei a ilusão dos novos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Apesar de você, amanhã há de ser outro dia..."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6112319306990346721?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6112319306990346721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6112319306990346721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6112319306990346721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6112319306990346721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/05/amanh-vai-ser-outro-dia.html' title='Amanhã vai ser outro dia...'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-8298513996841232568</id><published>2007-05-13T13:57:00.000-03:00</published><updated>2007-05-14T15:39:01.565-03:00</updated><title type='text'>Sem comida, sem estrutura...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;...SEM TERRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Desamparados, largados.............................&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- ENTERRA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Munidos de sangue.............................&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- NA GUERRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;De fome, de sede............................&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- DESESPERA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Apanha, corre............................&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- TOLERA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Medo, rancor?.......................&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- AVERA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;No frio o vento...........&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt; CONGELA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;No calor a suor......&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;IMPERA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Reza,pede......&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- ESPERA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Ser igual?.&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- JÁ ERA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;De Sonho em Sonho... &lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;...SEM TERRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-8298513996841232568?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/8298513996841232568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=8298513996841232568&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8298513996841232568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/8298513996841232568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/05/sem-comida-sem-estrutura.html' title='Sem comida, sem estrutura...'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-5884234394053424372</id><published>2007-05-04T11:07:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:36:17.661-02:00</updated><title type='text'>Entre Sussuros e Gemidos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RjtEDXGHKtI/AAAAAAAAACA/E9SOUSoZ7gU/s1600-h/cas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060713430810831570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RjtEDXGHKtI/AAAAAAAAACA/E9SOUSoZ7gU/s200/cas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Os corpos se encostam... O coração gradativamente vai batendo mais forte, não é claro ainda a intensidade do momento, mas não é necessário saber. Preciso mesmo é&lt;span style="color:#333300;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sentir&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;as mãos que desvendam um corpo aparentemente esculpido por deuses, a boca que lentamente se abre a procura de lábios que possuem um sabor diferente... O sabor do desconhecido, do atípico... Aquela sensação incerta... Aquele momento singular... São sempre muitos sentimentos distintos... Que entram em ebulição com um único sentido...&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;span style="color:#993399;"&gt;Sentir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;A boca dele que confiante deixa os lábios dela, indo a direção a nuca, o pescoço a orelha... O ouvido... e entre sussurros e gemidos, ela perde o controle da situação, já não era mais possuidora de suas emoções... Sua mão já tinha vontade própria, e já tocava sem receio o corpo dele, nada mais era novidade, agora o coração batia de forma mais ritmada definitivamente ela estava menos tensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;A língua na orelha... A boca no ouvido... A mão no corpo... Os olhos fechados... A mesma idéia em mente...&lt;br /&gt;... &lt;span style="font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Sentir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-5884234394053424372?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/5884234394053424372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=5884234394053424372&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/5884234394053424372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/5884234394053424372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/05/entre-sussuros-e-gemidos.html' title='Entre Sussuros e Gemidos'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RjtEDXGHKtI/AAAAAAAAACA/E9SOUSoZ7gU/s72-c/cas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-4588040221542916960</id><published>2007-04-23T23:29:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:36:17.801-02:00</updated><title type='text'>Entre Gates e Guevara</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;"&gt;-E onde fica o "Che Guevara"? -disse meu pai visivelmente cansado dessas discussões comigo-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;"&gt;-Como assim? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;"&gt;-Ele fica na sua estante, junto com outros livros. Sendo seu sonho, sua utopia. Enquanto o Bill Gates fica na sua mesa, na sua rotina, nas coisas que você faz quase sem perceber. Enquanto o Bill Gates ajudou a humanidade de maneira prática, o "Che" perdeu-se no próprio potencial. A quem devemos mais? Qual dos dois merece mais páginas na história do mundo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;"&gt;-...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056818141124775074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/Ri1tTqN-TKI/AAAAAAAAAB4/c2hcHbRKQiQ/s400/Gates-guevara.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-4588040221542916960?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/4588040221542916960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=4588040221542916960&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4588040221542916960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4588040221542916960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/04/entre-gates-e-guevara.html' title='Entre Gates e Guevara'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/Ri1tTqN-TKI/AAAAAAAAAB4/c2hcHbRKQiQ/s72-c/Gates-guevara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-4998189305781964575</id><published>2007-04-16T23:50:00.000-03:00</published><updated>2007-04-16T23:56:25.024-03:00</updated><title type='text'>Eu não lembro</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não sei quando foi a ultima vez que dormimos juntos. Não lembro em quais noites eu te acordava para pegar um cobertor pra  mim, nem das vezes que você me fazia buscar água pois tinha vergonha de encontrar meu pai durante a madrugada.&lt;br /&gt;Das nossas brigas, dos motivos, das noites em claro, das noites bem dormidas eu já não me lembro mais. Quanto tempo faz?&lt;br /&gt;Quando foi a ultima vez que você brigou por causa de futebol? Ou me criticou por eu querer ser politicamente correta?&lt;br /&gt;Há quanto tempo não temos um ao outro? Quantos dias passamos sem o toque, sem o beijo, sem olhar? Eu já perdi as contas de quantas vezes eu dormi ouvindo você cantarolar aquela musica chata do Caetano Veloso, de quantas vezes eu te obriguei a ver o desenho da bela e fera. Dessas coisas eu não me lembro.&lt;br /&gt;E das cartas, dos poemas, das flores eu não me lembro. Não me lembro do abraço, nem da sua voz dizendo baixinho que ficaria tudo bem. Dos meus berros, dos seus trecos, de nada disso eu me lembro.&lt;br /&gt;Nem do amor eu lembro. Nem dos seus olhos. Da forma como me protegia, da forma como eu brigaria com o mundo por você. Disso eu também não lembro. De como éramos cúmplices, amigos, irmãos. Não lembro de ficar te olhando no cinema, enquanto você ria de um filme bobo. Nem de fingir estar dormindo só pra sentir sua mão no meu cabelo.&lt;br /&gt;Todas as noites, pouco antes de dormir eu esqueço de novo, de tudo. E acordo no dia seguinte com o sentimento doce e bom, de que mesmo sem lembrar de nada eu sei que vivi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"Não sei...&lt;br /&gt;se a vida é curta &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;ou longa demais para nós. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas sei que nada do que vivemos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;tem sentido,&lt;br /&gt;se não tocarmos o coração das pessoas."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cora Coralina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-4998189305781964575?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/4998189305781964575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=4998189305781964575&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4998189305781964575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/4998189305781964575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/04/eu-no-lembro.html' title='Eu não lembro'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-9197069621526289709</id><published>2007-04-12T23:11:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:36:17.916-02:00</updated><title type='text'>Já não sou a única que encontrou a paz</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/Rh7nvqyehkI/AAAAAAAAABk/Ui6VKKbSa4U/s1600-h/PS28.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052730638082147906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/Rh7nvqyehkI/AAAAAAAAABk/Ui6VKKbSa4U/s400/PS28.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estação da Luz. Numa noite dessas....&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Eu juro que é melhor, não ser o normal, se eu posso pensar... Que Deus sou eu...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-9197069621526289709?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/9197069621526289709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=9197069621526289709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/9197069621526289709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/9197069621526289709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/04/j-no-sou-nica-que-encontrou-paz.html' title='Já não sou a única que encontrou a paz'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/Rh7nvqyehkI/AAAAAAAAABk/Ui6VKKbSa4U/s72-c/PS28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6427102705553288351</id><published>2007-04-08T22:25:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:36:18.097-02:00</updated><title type='text'>"Somos iguais em desgraça, vamos cantar o blues da piedade!</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RhmWz2ZBNVI/AAAAAAAAABc/671ZCDYjO7g/s1600-h/PS15.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051234274590668114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" height="212" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RhmWz2ZBNVI/AAAAAAAAABc/671ZCDYjO7g/s200/PS15.jpg" width="334" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Largo do Rudge Ramos, quarta feira 4 de abril, 22h&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;"Estranho o teu Cristo, Rio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Que olha tão longe, além&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Com os braços sempre abertos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Mas sem protejer ninguém&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Eu vou forrar as paredes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Do meu quarto de miséria&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Com manchetes de jornal&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Pra ver que não é nada sério&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Eu vou dar o meu desprezo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Pra você que me ensinou&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Que a tristeza é uma maneira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Da gente se salvar depois"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:180%;color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6427102705553288351?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6427102705553288351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6427102705553288351&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6427102705553288351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6427102705553288351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/04/vida-bela-e-cruel-despida.html' title='&quot;Somos iguais em desgraça, vamos cantar o blues da piedade!'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RhmWz2ZBNVI/AAAAAAAAABc/671ZCDYjO7g/s72-c/PS15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6335676487269477097</id><published>2007-03-21T23:30:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:36:18.252-02:00</updated><title type='text'>NovaMente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RgHxchD4IaI/AAAAAAAAABQ/4BqIit4LP-U/s1600-h/S5001558.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044578529844928930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RgHxchD4IaI/AAAAAAAAABQ/4BqIit4LP-U/s200/S5001558.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não sei ao certo.&lt;br /&gt;Era uma dor estranha, como se alguém me tivesse atingido com um soco... &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Em algum lugar entre o ventre e a alma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dor estranha essa, sem sentido, sem sentir. Dor psicológica, quase somatizada.&lt;br /&gt;Dor que vem da indiferença, da falta de conhecimento. Estavam jogando na minha cara quantas vezes eu fui inocente, vil, burra e quantas milhares de ocasiões eu simplesmente não olhei para os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Entre o ventre e a alma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Onde fica isso? Como se atinge isso? Eles atingiram. Todos eles, com suas caras cansadas, seus olhos perdidos pelo álcool, pela droga. Suas roupas sujas e humildes me batiam, massacravam apertavam aquele lugar que eu nem sabia que existia, sabe? &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Aquele entre o ventre e a alma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a felicidade crônica deles era como jogar limão na ferida. Eram todos felizes. Apesar de todos os pesares, estavam lá. Cantavam, dançavam e riam. E cada risada, cada palavra, cada movimento corporal, me doía. Lá no fundo. Naquele ponto ainda tão desconhecido, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;um ponto entre o ventre e a alma. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Eu não estava ferida por ver a felicidade dos outros, eu estava ferida por não perceber que havia ali milhares de outras histórias, por ser negligente o bastante para procurar a felicidade, a paz, a plenitude em livros. Enquanto eles ficavam lá, sempre... Sendo felizes. Dentro de um Brasil PORCO, com condições de vida ridículas. Um país sem jeito, sem remédio.&lt;br /&gt;Eles eram felizes.E eu? Eu só sentia uma dor horrível, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;que consumia em mim um lugar entre o ventre e a alma. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ignorância é a pior dor.&lt;br /&gt;A soberba é a pior sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa minha sensação horrível, essa dor lamentável veio da minha &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;soberba&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que definitivamente, só não é maior que a minha &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;ignorância&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se meu ventre soubesse o que é ser feliz. E minha alma se sentisse tranqüila com o que sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso doeu tanto, de uma forma tão cruel. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Porque me feriram em algum lugar entre minha soberba e minha ignorância.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6335676487269477097?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6335676487269477097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6335676487269477097&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6335676487269477097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6335676487269477097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/03/novamente.html' title='NovaMente'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LpY2Fi5rJNU/RgHxchD4IaI/AAAAAAAAABQ/4BqIit4LP-U/s72-c/S5001558.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-6374663756339507884</id><published>2007-02-22T14:16:00.000-02:00</published><updated>2007-02-22T14:23:02.025-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;LEAD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes eu queria saber como.&lt;br /&gt;Queria saber quando e porquê.&lt;br /&gt;Queria saber onde.&lt;br /&gt;Queria saber, mas não sei o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria saber quem.&lt;br /&gt;Será que alguém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-6374663756339507884?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/6374663756339507884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=6374663756339507884&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6374663756339507884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/6374663756339507884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/02/lead-as-vezes-eu-queria-saber-como.html' title=''/><author><name>Diandra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ueu531Yinwc/S7T7z-75s_I/AAAAAAAACQw/a89UhFrj3jY/S220/algod%C3%A3o+doce.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-117043642518467405</id><published>2007-02-02T14:46:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T15:13:45.210-02:00</updated><title type='text'>Risca, rabisca, arrisca.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;.Começa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Berra, grita, chora.&lt;br /&gt;Ganha, perde, cola&lt;br /&gt;Pede, rouba, chuta&lt;br /&gt;Lambe, esfrega, chupa&lt;br /&gt;Cata, empurra, mexe&lt;br /&gt;Lembra, compra, esquece&lt;br /&gt;Pára, corre, cai&lt;br /&gt;Entra, fica, sai&lt;br /&gt;Estica, puxa, passa&lt;br /&gt;Pega, traz, amassa&lt;br /&gt;Acredita, obedece, confia&lt;br /&gt;Tira, põe, enfia&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Termina.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-117043642518467405?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/117043642518467405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=117043642518467405&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/117043642518467405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/117043642518467405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/02/risca-rabisca-arrisca.html' title='Risca, rabisca, arrisca.'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-116916773870813914</id><published>2007-01-18T22:44:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T23:11:38.870-02:00</updated><title type='text'>Sei de um recado...</title><content type='html'>Ele era velho. Suas marcas e desgastes mostravam o que o tempo faz. Definitivamente, &lt;span style="font-size:130%;color:#cc33cc;"&gt;o tempo não pára&lt;/span&gt;. Para ninguém, para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor, já envelhecida, era um amarelo quase dourado só para deixar evidente o tanto que havia vivido.&lt;br /&gt;E suas histórias? Pra quantas pessoas já tinha contado? Impossível saber. Mas ele estava ali, cansado, malhado. Deu tanto ao mundo, e perdeu-se dele. &lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Não há memória&lt;/span&gt;, ele não poderia me dizer de onde veio, quem o largou, mas deixava-me entretida por dias, hora prestando atenção em suas frases lindas, as vezes imaginando quais caminhos havia percorrido. Nada me contava de seu passado, a mim, só cabia imaginar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tivesse feito parte de uma família grande, com &lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;pessoas inteligentes&lt;/span&gt; que apreciaram o que ele podia passar, talvez fosse apenas mais um, entre muitos que sempre têm alguma coisa a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt; nunca saberei&lt;/span&gt; quem o deixou, o importante é que em meio há milhares deles, eu o encontrei. Ele, que já existia antes de eu pensar em nascer.&lt;br /&gt;De seus amigos passados, nada sei. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, sei de um recado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/306/3247/320/80320/55555.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-116916773870813914?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/116916773870813914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=116916773870813914&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116916773870813914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116916773870813914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/01/sei-de-um-recado.html' title='Sei de um recado...'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-116802853403700197</id><published>2007-01-05T18:11:00.000-02:00</published><updated>2007-01-08T22:58:22.686-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Apenas comum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não era uma menina linda. Ela tinha o cabelo &lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;desengonçado&lt;/span&gt;, não tinha os olhos verdes nem azuis. Ela fazia de tudo para ser aceita.&lt;br /&gt;Desde pequena, aprendeu que &lt;span style="font-size:180%;color:#33ccff;"&gt;sofrer bem&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-size:130%;color:#6633ff;"&gt;é sofrer quieta&lt;/span&gt;. Quando gostava dos meninos, eles sempre gostavam das suas amigas. Quando podia, ela ajudava o tal 'romance' . Só para conseguir ser importante.. No dia dos namorados, ela nunca ganhava presente, nem que fosse um recadinho de quatro palavras num papel de cheese-burguer amassado. Fazia de tudo e mais um pouco para que gostassem dela.&lt;br /&gt;Levava brinquedos&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt; extras&lt;/span&gt; de casa, nas sextas-feiras, quando era permitido levar, para caso alguém resolvesse brincar com ela. Quase sempre acabava brincando &lt;span style="font-size:130%;color:#33ccff;"&gt;sozinha&lt;/span&gt;, embaixo da arquibancada, conversando sozinha com as bonecas que conseguira esconder da mãe e da avó na mochila pesada, que só conseguia carregar por que pensava que talvez o dia fosse &lt;span style="font-size:180%;color:#6633ff;"&gt;aquela&lt;/span&gt; sexta- feira. Ás vezes, alguém se interessava por seus brinquedos. Como aconteceu quando levou aquele cachorrinho que dava saltos&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt; mortais&lt;/span&gt; para trás. Por dois minutos, toda atenção era só para ela. Não bem para ela, mas para o brinquedo. Mas não importava, ela era a proprietária do cachorro saltitante. Mas tudo isso só importava por dois minutos, depois, alguém surgia com uma boneca tamanho- criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não tinha os melhores brinquedos, roupas... sandálinhas, daquelas de plástico de alguma famosa da TV, &lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;nunca teve&lt;/span&gt;. Tênis que acendia a luzinha quando pisava? Idem.&lt;br /&gt;Desde pequena foi assim. Talvez por isso nunca foi uma das primeiras a ser&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;escolhida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; na educação física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Por que era assim?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - vivia a se perguntar. Talvez não prestasse mesmo. Nem o pai gostava dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao crescer um pouco mais, houve uma época em que pensava todos os dias, carinhosamente, em &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;se matar&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Como seria se ela morresse? Como ficaria o mundo sem ela? Alguém sentiria sua &lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;falta&lt;/span&gt;? Alguém lembraria de sua morenice?&lt;br /&gt;Descobriu então, um jeito de desabafar: &lt;span style="font-size:130%;color:#333399;"&gt;escrevia tudo&lt;/span&gt; em cadernos. Cadernos e mais cadernos. Chorava suas mágoas deitada sobre seus cadernos todas as tardes e todas as noites, até que adormecesse. Não à toa, tinha tara por papelarias. Entrava em todas, queria todos os caderninhos, agendinhas.. o que fosse. Esses eram seus&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;amigos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Tinha pilhas deles no quarto. Sabia que ninguém ousaria ler. Mas como&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt; desejava&lt;/span&gt; que lessem e descobrissem que ela era uma farsa. E a ajudassem... como desejava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 14 anos, tinha escrito &lt;span style="font-size:130%;color:#33ccff;"&gt;dois livros&lt;/span&gt;. Histórias que fantasiava como sendo suas. Livros que ninguém jamais leu. Mas orgulhava-se da escrita precoce. Nas histórias, a personagem principal sempre era uma garota, mais ou menos de sua idade. Ela &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;sofria&lt;/span&gt;, mas sempre descobria a felicidade. Tinha amigos, amores.. uma família desestruturada... Mas no final...Era o seu final. Tudo o que desejava para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase depressiva não foi eterna, achou uma &lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;força&lt;/span&gt; dentro de si que desconhecia. Provavelmente herança materna. Sua vida não virou um de seus contos de fadas, mas se &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#6666cc;"&gt;revirou&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Ela continuava a não ser a mais bela, e os rapazes sempre gostavam se suas amigas... Mas ela tinha um&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt; brilho nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Aquela....&lt;/span&gt; MORREU!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-116802853403700197?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/116802853403700197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=116802853403700197&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116802853403700197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116802853403700197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2007/01/apenas-comum-ela-no-era-uma-menina.html' title=''/><author><name>Diandra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ueu531Yinwc/S7T7z-75s_I/AAAAAAAACQw/a89UhFrj3jY/S220/algod%C3%A3o+doce.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-116586238648140502</id><published>2006-12-11T16:35:00.000-02:00</published><updated>2006-12-11T16:41:27.790-02:00</updated><title type='text'>O Caminhão</title><content type='html'>Quando eu era pequena queria ser caminhoneira. Nada de aeromoça ou professora. Bom mesmo era viajar, e tinha que ser de &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;caminhão&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém nunca entendia, e pra ser sincera nem eu mesma sabia o porquê. Mas quando eu via um &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;caminhão&lt;/span&gt; com a placa de uma cidade desconhecida, ficava encantada, pensava em como o mundo era grande e como “eles” o atravessavam. Ser &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;caminhoneira&lt;/span&gt; era ver paisagens, pessoas, climas, mundos, todos diferentes. Era mudar-se constantemente sem deixar de ser o mesmo. E isso me fascinava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui crescendo e seguindo as regras de boa conduta de uma jovem garota. &lt;em&gt;“Aprendi”&lt;/em&gt; que ser &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;caminhoneira&lt;/span&gt; era feio. Só era engraçadinho quando eu era criancinha e trocava as sílabas, querer uma coisa assim sendo quase adolescente era motivo de vergonha. E eu, tinha vergonha de querer ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história hoje é contada de forma infantil, como um episódio humorístico da minha infância em reuniões familiares. Sinto vergonha de ter sentido vergonha do que eu queria. Vergonhoso é trancar-se num escritório, pelo menos pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era o palito na boca, nem a índia tatuada no braço que me atraiam. O que eu gostava mesmo era o ato de “&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;caminhar&lt;/span&gt;” de rodar as cidades, sentir saudades, perder-se, ficar horas para entender um mapa, parecer de outro planeta numa cidade distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso! Era exatamente isso que eu queria que eu gostava, pouco me importava o fato de ser &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;caminhoneira&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos fui descobrindo que, na verdade, o que eu queria não era dirigir um &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;caminhão&lt;/span&gt;, minha meta era sair em busca de uma sensação, que hoje conheço o nome, LIBERDADE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-116586238648140502?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/116586238648140502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=116586238648140502&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116586238648140502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116586238648140502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2006/12/o-caminho.html' title='O Caminhão'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-116537460999526749</id><published>2006-12-06T01:07:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T01:10:10.020-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Floresta azul&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vendia pedaços do céu, eu árvores imaginárias com milhões de formigas.&lt;br /&gt;Ela era engraçada o tempo todo, eu vivia tentando ser.&lt;br /&gt;Ela era disciplinada e super engajada, eu? Empurrava tudo com a barriga e sonhava.&lt;br /&gt;Ela tinha planos deliciosos que me faziam viajar. Eu embarcava de carona nos sonhos dela e esperava que algumas coisas acontecessem.&lt;br /&gt;A gente se conheceu na quinta série. Sabe-se lá como. Mas a gente tinha a 'Quarta-feira Internacional da Fofoca'.&lt;br /&gt;Ao final da sétima série, fui embora do colégio para &lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;nunca mais&lt;/span&gt;. Ela estava brava comigo; ao que parece, eu gostava do mesmo menino cabeçudo que ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos sem se falar, ela as vezes aparecia na minha nova escola e, de birra, não trocava palavra comigo. Eu nem sabia que ela estava brava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro semestre da faculdade, surpresa. Lá estava ela! Lá estava eu. De volta ao mesmo cenário do tal &lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;'nunca mais'&lt;/span&gt;. Diferentes em tudo. Iguais em muitas coisas. Novamente, não sei como... amigas de novo. De presente, uma segunda chance. Unidas pelas nossas diferenças tão iguais. Juntas de um jeito que só podia. Vendendo pedaços do celeste e árvores de mentirinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-116537460999526749?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/116537460999526749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=116537460999526749&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116537460999526749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116537460999526749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2006/12/floresta-azul-ela-vendia-pedaos-do-cu.html' title=''/><author><name>Diandra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ueu531Yinwc/S7T7z-75s_I/AAAAAAAACQw/a89UhFrj3jY/S220/algod%C3%A3o+doce.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-116388078062998731</id><published>2006-11-18T18:06:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T00:47:18.906-02:00</updated><title type='text'>Pouco Amor, Não é Amor</title><content type='html'>Há muito as mãos já não se entendiam mais, os &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;abraços &lt;/span&gt;não eram mais tão necessários assim, os olhos não escondiam sequer os resquícios dos pensamentos &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;compulsivos&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt; das vontades alarmantes. Eram olhos, mãos, braços comuns. Como fora outrora, antes de terem entrado naquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, benzindo, mas é claro que &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;eu te amo&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;-O que seria de mim sem você, Flor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eles sabiam, aaah, sabiam. Não que as palavras fossem &lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;mentira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#333333;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#333333;"&gt; &lt;/span&gt;mas já não eram necessárias. Nem mais ecoavam da vontade esguia de um grito mudo como fora &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;outrora&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando assim parecem décadas.&lt;br /&gt;Mas foram décadas?&lt;br /&gt;Segundo ele, &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;sim&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Segundo ela, &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;não&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Apesar&lt;/span&gt; disso tudo, eram normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram duas pessoas que se conheciam, se entendiam. Mas e daí? O padeiro sabia exatamente que tipo de pão ela gostava, e ele? &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Sabia&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;O vendedor da bilheteria sabia a preferência dele por ingressos na ponta esquerda, e ela? Sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Nenhum dos dois sabia. Isso nunca fez diferença antes, mas hoje fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Idiota! Eu não disse que gosto de&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;pães&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pequenos???&lt;br /&gt;-Ah!!! Você só sabe reclamar! Porque diabos não foi até a padaria rebolar e fazer biquinho pro padeiro?&lt;br /&gt;-Viado!&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Vadia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E toda a noite era a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Amorzinho&lt;/span&gt; pra cá, Docinho pra lá.&lt;br /&gt;Ele pede desculpas, ela diz que vai se controlar.&lt;br /&gt;Pronto, novamente os dois acordavam felizes, dispostos e unidos. Talvez não pelo amor. Mas sem dúvida pelo &lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;sexo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo? Bom, o sexo era tão momentâneo que a paz &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;durava pouco&lt;/span&gt;. Definitivamente a paz no lar não provém do coito. Quem sabe provenha do amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;o amor não existe&lt;/span&gt;, vive-se de sexo?&lt;br /&gt;Mas sexo se consegue em cada esquina, por que morar juntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ela pegou os pães grandes e desajeitados, abriu a porta e foi &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;embora&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-116388078062998731?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/116388078062998731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=116388078062998731&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116388078062998731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116388078062998731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2006/11/pouco-amor-no-amor.html' title='Pouco Amor, Não é Amor'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-116157111948534889</id><published>2006-10-22T22:29:00.000-03:00</published><updated>2006-11-24T00:07:01.990-02:00</updated><title type='text'>O HOMEM</title><content type='html'>Lá estava ele, na mesma posição, a mesma expressão, sentado no mesmo lugar, durante dias o mundo movimentava-se, mas ele ficava ali, fadado à rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a reparar nas ações cíclicas de um homem que todos os dias fazia o mesmo caminho, sentava-se na mesma cadeira e o observava o mundo girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez e outra ouvia-se um “clack tzhiii”, uma latinha de cerveja era degustada calma e solenemente  para que ele não perdesse o pensamento que o mantinha tão entretido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que notei sua razão de viver, com ar de alienação a tudo que o cercava cada vez que passava uma mulher ele inclinava levemente a cabeça e fixava os olhos no gingado sensual das brasileiras quando de costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia um padrão, o prazer estava em observar, analisar, despir mentalmente as senhoritas que caminhavam. Volta e meia o rapaz deixava que um sorriso escapasse, era a prova factual de que aquela mente bolava cenas libertinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O formato pouco importava, o ritual era o mesmo, cabeça inclinada e olhos atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra cerveja, eu já havia contado cinco, e ele parecia pouco modificar-se, a menos pelos sorrisos que brotavam com mais freqüência, sinal de que sua mente havia retirado algum tipo de censura que a sobriedade impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem já beirava seus quarenta anos –vide sua jaqueta de couro e camiseta do Rolling Stones- mas isso não o impedia de servir-se e saciar-se daquelas mocinhas que passeavam felizes no shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao mundo frenético das lojas, o homem calmo parecia viver numa dimensão paralela, e aproveitando-se do fato de não ser visto analisava cautelosamente cada centímetro da “preferência nacional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, por mais de quatro horas essa era a ocupação do rapaz que ao cumprir sua tarefa diária, levantava-se triunfante por outra, bem sucedida, jornada de trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-116157111948534889?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/116157111948534889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=116157111948534889&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116157111948534889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116157111948534889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2006/10/o-homem.html' title='O HOMEM'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-116061644680134449</id><published>2006-10-11T22:23:00.000-03:00</published><updated>2006-11-24T00:10:39.113-02:00</updated><title type='text'>Das Vantagens de ser Bobo!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir tocar no mundo.&lt;br /&gt;O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando."&lt;br /&gt;Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.&lt;br /&gt;O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.&lt;br /&gt;O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.&lt;br /&gt;Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar,e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.&lt;br /&gt;O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros.&lt;br /&gt;Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"&lt;br /&gt;Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!&lt;br /&gt;Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.&lt;br /&gt;O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida.&lt;br /&gt;Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.&lt;br /&gt;Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas! Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Ah! Clarice...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-116061644680134449?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/116061644680134449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=116061644680134449&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116061644680134449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/116061644680134449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2006/10/das-vantagens-de-ser-bobo.html' title='Das Vantagens de ser Bobo!'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-115914775572418469</id><published>2006-09-24T22:22:00.000-03:00</published><updated>2006-11-24T00:14:13.010-02:00</updated><title type='text'>Rátátátá!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/306/3247/1600/dh1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/306/3247/400/dh1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-115914775572418469?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/115914775572418469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=115914775572418469&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/115914775572418469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/115914775572418469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2006/09/rttt.html' title='Rátátátá!'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30295416.post-115134620102470904</id><published>2006-06-26T14:53:00.001-03:00</published><updated>2008-02-16T11:20:19.452-02:00</updated><title type='text'>Escrevo para não falar sozinha...</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;/span&gt;Eu nunca tive talentos literá¡rios...&lt;br /&gt;Já li de tudo um pouco, mas isso não fez de mim alguém que soubesse formar frases conexas...&lt;br /&gt;Não tenho um estilo parecido com o de Clarice, ou Rimbaud...&lt;br /&gt;Não tenho padrões definidos, minhas palavras amontuadas nunca formam aliterações, e meus versos não seguem o padrão decassilabo... Nem redondilha velha... Nem nova... São palavras apenas...&lt;br /&gt;Não tenho pretensão alguma; nem quero que as pessoas leiam meus textos e descubram verdades incodicionais, ou adquiram grandes lições de vida... Seria uma blasfêmia comigo mesmo, como poderia eu mostrar o caminho a alguém, sendo que nem eu mesma sei de nada? É um paradoxo...&lt;br /&gt;Não quero entreter ninguém também, o que eu escrevo não muda em nada...&lt;br /&gt;É uma forma de não ficar louca, de não ficar tensa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero aliviar as minhas tensões esconder meus medos, textualizar frustrações... E do meu modo, da minha maneira, como sempre fiz... Em dezenas de folhas soltas por ai...&lt;br /&gt;Escrevo, escrevo, escrevo.... É puro ego, puro orgulho, É a ilusão de mudar em mim, com as minhas palavras verdades que eu esqueci de me contar...&lt;br /&gt;Hã??&lt;br /&gt;Tá bom, tá bom...&lt;br /&gt;Eu não vou continuar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30295416-115134620102470904?l=afelicidadeclandestina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/feeds/115134620102470904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30295416&amp;postID=115134620102470904&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/115134620102470904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30295416/posts/default/115134620102470904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://afelicidadeclandestina.blogspot.com/2006/06/escrevo-para-no-falar-sozinha.html' title='Escrevo para não falar sozinha...'/><author><name>Paula Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03313530000713055445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_LpY2Fi5rJNU/SHTiOlKXbLI/AAAAAAAAADs/G6elZakPZTw/S220/MVC-007F.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry></feed>
